Candidatos de Lula têm chance de vencer sem 2º turno em cinco estados
Maioria absoluta define vitória antecipada no primeiro turno
Na véspera do primeiro turno, marcado para este domingo, 4, candidatos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a Flávio Bolsonaro (PL), os dois principais concorrentes na disputa nacional, chegam ao fim da campanha em posição de liderança nas pesquisas para governador, com possibilidade, em alguns casos, de decidir a eleição sem necessidade de segundo turno.
Para vencer logo na primeira etapa, o candidato a governador precisa obter mais da metade dos votos válidos — aquele voto dado diretamente a um determinado candidato ou partido, descontados brancos e nulos da contagem. Caso nenhum candidato alcance maioria absoluta, os dois mais votados disputam o segundo turno, marcado para o próximo dia 25 neste pleito.
Confira os cinco aliados de Lula com chance de vitória
No grupo de aliados de Lula, cinco candidatos aparecem em situação que pode permitir vitória já no primeiro turno, uns com mais chances que outros: Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia; Rafael Fonteles (PT), no Piauí; Elmano de Freitas (PT), no Ceará; João Campos (PSB), em Pernambuco; e Lucas Ribeiro (PP), na Paraíba.
Fonteles lidera com ampla vantagem nas pesquisas
Dos cinco nomes citados, quem apresenta maior vantagem é Rafael Fonteles, que manteve nas pesquisas mais recentes mais de 70% das intenções de voto entre os válidos. Em seguida aparece Lucas Ribeiro, com 51% das intenções. Ambos buscam reeleição em seus respectivos estados.
Jerônimo Rodrigues, Elmano de Freitas e João Campos aparecem em empate técnico com seus respectivos concorrentes — ACM Neto (União Brasil), Ciro Gomes (PSDB) e Raquel Lyra (PSD) —, mas os três mantêm chances de vencer já no primeiro turno em razão da ausência de uma terceira candidatura competitiva em suas disputas estaduais. Jerônimo e Elmano também tentam renovação de mandato.
Seis aliados de Flávio Bolsonaro lideram suas disputas
Entre os candidatos ligados a Flávio Bolsonaro, seis chegam à reta final da campanha com liderança nas pesquisas estaduais: Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo; Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina; Marcos Rogério (PL), em Rondônia; Eduardo Riedel (PP), em Mato Grosso do Sul; Dr. Furlan (PSD), no Amapá; e Arthur Henrique (PL), em Roraima.
Quatro candidatos têm intenção de voto próxima a 60%
Dos seis nomes citados, quatro aparecem com índices de intenção de voto próximos ou superiores a 60% dos votos válidos: Eduardo Riedel, Dr. Furlan, Arthur Henrique e Jorginho Mello. Já Tarcísio de Freitas e Marcos Rogério registram números na casa dos 50%, mantendo também grandes chances de vitória no primeiro turno em razão da ausência de terceira candidatura competitiva em suas respectivas disputas. Tarcísio de Freitas, Jorginho Mello e Eduardo Riedel tentam a renovação de seus mandatos neste pleito.
Entenda a chamada aliança dos “envergonhados”
Além dos candidatos diretamente ligados aos times de Lula e Flávio, existem aqueles que mantêm aliança formal com o PL na disputa estadual, mas cujo candidato não integra o grupo considerado “aliado de Flávio” na disputa nacional. A Bahia é um exemplo dessa situação: o PL integra a coligação de ACM Neto, mas o candidato do União Brasil declara apoio pessoal a Ronaldo Caiado (PSD) para a Presidência, e não a Flávio Bolsonaro.
No Ceará, ocorre cenário semelhante. O PL está presente na aliança de Ciro Gomes (PSDB), mas o candidato tucano também não declarou apoio a Flávio Bolsonaro. Há ainda estados em que candidatos com chance de vitória no primeiro turno não mantêm vínculo direto nem indireto com nenhum dos dois polos nacionais — é o caso de Raquel Lyra (PSD), em Pernambuco, cuja aliança não conta nem com o PL nem com o PT.




