Município avançou oito posições em um ano e registrou 12,68 mortes por 100 mil habitantes, segundo o Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil
Cidade salta da 10ª para a 2ª posição entre as goianas com mais de 100 mil habitantes
Aparecida de Goiânia passou da 10ª para a 2ª posição entre os municípios goianos com mais de 100 mil habitantes no Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2026. O levantamento foi elaborado pela MySide com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério da Saúde e divulgado nesta semana. Segundo o estudo, a cidade registrou em 2025 uma taxa de 12,68 mortes por 100 mil habitantes, ante 18,2 no ano anterior, uma redução de cerca de 30%.
Apenas Caldas Novas tem taxa menor no estado
O resultado representa avanço de oito posições em apenas um ano e coloca Aparecida entre os municípios goianos com as menores taxas de mortes violentas consideradas pelo levantamento. A cidade fica atrás somente de Caldas Novas, que lidera o ranking estadual, com 11,59 mortes por 100 mil habitantes. Jataí ocupa a terceira posição, com 12,95. Goiânia aparece em sétimo lugar entre as cidades goianas analisadas, com índice de 15,21.
Prefeito vê marco para cidade que carregava estigma de violência
Para o prefeito Leandro Vilela, a evolução é um marco para o município, que durante décadas enfrentou o estigma de ser conhecido como a “Baixada Fluminense de Goiás”, em referência aos problemas históricos de violência e insegurança.
“Subir oito posições em apenas um ano e chegar ao segundo lugar entre as cidades goianas com mais de 100 mil habitantes é um marco para Aparecida. Estamos trabalhando para mudar essa realidade com planejamento, responsabilidade e integração entre as forças de segurança”, afirma Vilela.
Vilela atribui avanço à parceria com o Governo de Goiás
O prefeito credita parte dos avanços à retomada da parceria entre a Prefeitura e o Governo de Goiás, fortalecida a partir de janeiro de 2025, quando assumiu a gestão municipal, em articulação com o então governador Ronaldo Caiado e o vice-governador Daniel Vilela.
“Agradeço ao ex-governador Ronaldo Caiado e ao governador Daniel e a todos os membros das forças de segurança municipal e estadual. Este índice indica que estamos no caminho certo. Pois segurança pública se faz com união, investimentos, inteligência e presença do poder público e nosso compromisso é continuar avançando para que as famílias aparecidenses tenham cada vez mais tranquilidade e qualidade de vida”, acrescenta.
Integração e tecnologia reforçam prevenção, diz a administração
O ano de referência do anuário é 2025, primeiro da atual gestão municipal, período marcado pela retomada da articulação entre a Prefeitura de Aparecida e o Governo de Goiás. A administração aponta a integração entre as forças de segurança, o compartilhamento de informações e o uso de tecnologia como instrumentos importantes para a prevenção e o combate à criminalidade. A evolução dos indicadores também está ligada a uma trajetória de investimentos em monitoramento e estruturação da segurança pública no município.
Secretário relembra os investimentos feitos desde 2009
O secretário municipal de Segurança Pública, coronel Éder Fernandes, que já comandou batalhão policial em Aparecida, conhece de perto os desafios da cidade.
“Eu conheço de perto a realidade da segurança pública de Aparecida, inclusive pelo período em que comandei um batalhão no município. A cidade enfrentou momentos difíceis, com índices elevados de mortes violentas e uma sensação de insegurança que marcou sua história. A partir de 2009, na gestão do prefeito Maguito Vilela, houve investimentos importantes em monitoramento e estruturação da segurança. Esse trabalho ganhou continuidade e ampliação na gestão de Gustavo Mendanha, com iniciativas como o projeto Cidade Inteligente e o sistema Olhos de Águia, que chegou a contar com cerca de 600 câmeras”, destaca o secretário.
Coronel diz que cooperação entre esferas amplia a capacidade de resposta
Segundo Éder Fernandes, a cooperação entre as diferentes esferas de governo e o emprego de ferramentas tecnológicas ampliam a capacidade de prevenção e de resposta das equipes de segurança.
“Agora, com a parceria cada vez mais firme entre o município e o Governo de Goiás, a integração das forças policiais e o uso da tecnologia e da inteligência, conseguimos fortalecer a prevenção e o enfrentamento à criminalidade. A redução da taxa de mortes e a chegada ao segundo lugar no ranking estadual mostram uma evolução importante, mas nosso trabalho continua: queremos uma cidade cada vez mais segura para todos”, acrescenta.
Taxa de Aparecida fica abaixo das médias de Goiás e do Brasil
Além de melhorar a posição no ranking estadual, o indicador de Aparecida ficou abaixo das médias de Goiás e do Brasil. Segundo o levantamento, o estado registrou 17,32 mortes por 100 mil habitantes, e a média nacional foi de aproximadamente 21,5. A taxa municipal de 12,68 equivale a um índice cerca de 27% inferior ao estadual e 41% abaixo do nacional, o que permite comparar a incidência de mortes consideradas no estudo em relação ao tamanho da população de cada localidade.
Goiás ocupa a oitava posição entre as unidades da Federação
No ranking das unidades da Federação, Goiás aparece na oitava posição entre os 27 estados e o Distrito Federal, com taxa de 17,32 mortes por 100 mil habitantes.
Edições anteriores mostram oscilação da cidade no ranking
A trajetória de Aparecida chama a atenção quando comparada às edições anteriores do anuário. Em 2024, com dados de 2023, o município ocupava a sexta posição estadual, com taxa de 20,7 mortes por 100 mil habitantes. Na edição de 2025, baseada em dados de 2024, caiu para o décimo lugar, com índice de 18,2. Agora, com a redução registrada em 2025, voltou a subir na classificação.
Estudo usa dados do Ministério da Saúde e classificação da OMS
O Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil utiliza registros de mortalidade do Ministério da Saúde e dados populacionais do IBGE para calcular a taxa de assassinatos por 100 mil habitantes. A metodologia considera a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), da Organização Mundial da Saúde (OMS).





