A economia argentina registra um cenário de contração no número de empresas empregadoras, com um total de mais de 32 mil fechamentos desde o início da gestão do presidente Javier Milei
Os dados, divulgados pela Superintendência de Riscos do Trabalho, indicam uma queda contínua no universo de negócios com trabalhadores registrados, apesar de alguns setores específicos, como hidrocarbonetos, mineração, agronegócio e energia, apresentarem sinais de investimento e expansão.
Contração contínua no número de empresas empregadoras
Em julho de 2026, o número total de empresas ativas com trabalhadores registrados em todo o território argentino atingiu 480.067. Este dado representa uma redução de 948 empresas em relação a junho, marcando o 18º mês consecutivo de retração. No acumulado do último ano, a perda totaliza 15.475 empresas, o que corresponde a uma queda de 3,1%. Comparando com o final de 2025, quando o país contava com 489.749 empresas ativas, o número de fechamentos ao longo de 2026 chega a 9.682, representando uma diminuição de 1,97%.
Impacto da política econômica e cenário geral
A deterioração do mercado de trabalho e a queda na renda são reflexos diretos dessa contração. A análise das estatísticas sugere que a diminuição do número de empresas empregadoras não é um fenômeno recente, estendendo-se desde o final da gestão anterior. Em novembro de 2023, último mês do governo de Alberto Fernández e Sergio Massa, o registro apontava para 512.357 empresas ativas. A persistência dessa tendência, mesmo com a introdução de novas políticas econômicas, levanta questionamentos sobre a sustentabilidade da recuperação em determinados setores e o impacto geral sobre o tecido empresarial do país.
Setores específicos e desafios macroeconômicos
Enquanto a maioria dos setores empresariais enfrenta dificuldades, o segmento de hidrocarbonetos, mineração, agronegócio e energia tem demonstrado resiliência e capacidade de atrair investimentos. Essa dicotomia no desempenho econômico argentino aponta para desafios macroeconômicos complexos, onde políticas de incentivo a setores estratégicos coexistem com um ambiente geral de retração para pequenas e médias empresas, que frequentemente são as mais afetadas por flutuações econômicas e mudanças regulatórias. A análise aprofundada dos motivos por trás do fechamento dessas 32 mil empresas é crucial para a formulação de estratégias de recuperação econômica mais abrangentes e eficazes.




