Ipê e bacuri completam período de acompanhamento técnico em viveiro e têm replantio previsto no início das chuvas
Manejo fitossanitário, suporte técnico e histórico da transferência
A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) supervisiona, nas instalações do Viveiro Kátia — situado no Residencial Kátia —, a evolução clínica de dois espécimes arbóreos, um ipê e um bacuri, recolhidos durante as intervenções de reestruturação urbana na Praça Ciro Lisita, no Setor Coimbra. As árvores alcançaram a marca de 45 dias sob cuidados técnicos especializados, apresentando resposta biológica favorável ao processo de adaptação no local de transição.
O procedimento de remoção e transporte ocorreu no dia 11 de julho, constituindo medida de salvaguarda ambiental integrated às intervenções no sistema viário da Avenida Castelo Branco. A operação atendeu às diretrizes do Parecer Técnico nº 289/2026, emitido pela Gerência de Arborização Urbana da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), que determinou o transplante como solução prioritária para evitar a erradicação dos exemplares.
Desde a recepção no viveiro municipal, a dupla de vegetais recebe tratamento intensivo com foco na recomposição e fortalecimento da estrutura radicular. O protocolo executado pelos técnicos da Comurg envolve rotinas de rega programada, nutrição com compostos orgânicos e monitoramento contínuo das condições fitossanitárias das plantas.
Cronograma de replantio e alternativas de destinação urbana
A expectativa das equipes ambientais é efetuar o retorno do ipê e do bacuri à Praça Ciro Lisita entre os meses de outubro e novembro, período marcado pelo início da estação chuvosa na região central do país, antes do adensamento das precipitações. A efetivação da transferência ficará condicionada a laudos que comprovem a estabilidade fisiológica dos espécimes.
A permanência temporária na estrutura do viveiro tem como objetivo restabelecer a capacidade de absorção radicular após o estresse mecânico da remoção. De acordo com o engenheiro agrônomo da Comurg, Rafael Pacheco, a rotina de vigilância é decisiva para assegurar a sobrevivência dos espécimes em seu ecossistema final.
“As árvores permanecem sob cuidados específicos para garantir as melhores condições de recuperação e desenvolvimento antes do replantio. A avaliação técnica será determinante para definir o momento adequado para o retorno”, explica.
Se a avaliação técnica indicar inviabilidade de reinstalação na praça de origem, a Comurg dispõe de um planejamento secundário para manter as árvores no mesmo perímetro urbano. A alternativa prevê a destinação para praças limítrofes, a exemplo da Praça Walter Santos, da Praça do Cigano (Benedita Silva Lobo) e da Praça do Racha (Godofredo Leopoldino de Azevedo). A decisão sobre o local definitivo igualmente dependerá de laudo agronômico, observando a adequação do solo e do espaço para o pleno crescimento arbóreo.





