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Blue Origin e Amazon: Data centers no espaço são viáveis, mas cronograma de 2 a 3 anos é ‘ambicioso’, diz Jeff Bezos

Redação
20 de maio de 2026 às 16:05
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Blue Origin e Amazon: Data centers no espaço são viáveis, mas cronograma de 2 a 3 anos é ‘ambicioso’, diz Jeff Bezos

Foto: Amanda Souza

O futuro dos data centers: da Terra ao espaço

O conceito de data centers no espaço, outrora restrito à ficção científica, ganha contornos cada vez mais concretos. Em entrevista exclusiva à CNBC, Jeff Bezos, fundador tanto da Amazon quanto da Blue Origin, não apenas endossou a viabilidade técnica da iniciativa como também delineou os principais obstáculos que ainda precisam ser superados para torná-la economicamente atrativa. A afirmação é um marco em um debate que tem ganhado tração entre empresas espaciais e gigantes da tecnologia, impulsionado pela demanda crescente por infraestrutura computacional — especialmente para aplicações de inteligência artificial.

Energia solar contínua: o grande atrativo orbital

Bezos destacou a energia solar como o principal diferencial dos data centers espaciais. Diferentemente dos modelos terrestres, que dependem de condições climáticas e ciclos diurnos, as instalações em órbita teriam acesso a luz solar ininterrupta, eliminando a variabilidade que impacta a eficiência energética e os custos operacionais. Segundo o empresário, hoje a energia representa menos de 15% dos custos totais de um data center terrestre, mas essa proporção tende a aumentar à medida que os chips se tornem mais baratos e eficientes.

“A maior vantagem de estar no espaço é que a energia é gratuita. Você recebe energia solar 24 horas por dia, sete dias por semana”, afirmou Bezos. No entanto, ele ressalva que esse cenário só será plenamente vantajoso quando os chips — atualmente o maior custo — se tornarem mais acessíveis. “Hoje, os chips são tão caros que a energia não é uma parte tão grande. Isso provavelmente vai mudar”, projetou.

A corrida contra o tempo: cronogramas otimistas x realidade técnica

Enquanto algumas empresas do setor espacial projetam a implementação de data centers orbitais em um intervalo de 2 a 3 anos, Bezos classificou tais previsões como “um pouco ambiciosas”. Para o fundador da Blue Origin, o êxito do empreendimento depende de avanços simultâneos em três frentes críticas: redução dos custos de lançamento, desenvolvimento de chips mais eficientes e soluções para a dissipação do calor gerado em ambiente espacial.

“Pessoas que falam em 2 ou 3 anos provavelmente estão sendo um pouco ambiciosas”, declarou. Segundo ele, o custo atual de lançamento de cargas úteis ao espaço precisa cair cerca de 10 vezes para viabilizar economicamente a operação. “Esse é o trabalho que estamos fazendo aqui”, afirmou, referindo-se aos esforços da Blue Origin para baratear o acesso ao espaço.

Data centers terrestres seguem dominando no curto prazo

Apesar do otimismo em relação ao futuro orbital, Bezos foi categórico ao afirmar que os data centers terrestres não serão substituídos no curto prazo. A demanda atual por capacidade computacional, impulsionada pela expansão de modelos de IA e serviços em nuvem, exige expansão imediata em solo. “Você vai precisar de tanta capacidade de data centers terrestres quanto conseguir organizar no curto prazo”, disse. “Essa tecnologia é real, mas complementar.”

A expectativa é que os data centers espaciais atuem como extensões estratégicas, especialmente para cargas de trabalho que demandam alta disponibilidade energética ou baixa latência em comunicações — como processamento de dados científicos ou operações militares. No entanto, a infraestrutura terrestre continuará a ser a base da computação global nos próximos anos.

O papel da Blue Origin e a estratégia da Amazon

A Blue Origin, empresa de Bezos focada em voos espaciais, tem um papel central nessa transição. Com projetos como o foguete reutilizável New Glenn e a estação espacial Orbital Reef — em parceria com a Sierra Space — a companhia busca não apenas reduzir custos de acesso ao espaço, mas também criar ecossistemas orbitais autossustentáveis. Paralelamente, a Amazon, através de sua divisão de serviços em nuvem (AWS), tem investido em soluções híbridas que integram data centers terrestres e orbitais para clientes de alto desempenho.

“O espaço oferece oportunidades únicas, mas o desafio é transformar essas possibilidades em realidade comercial”, avaliou um analista do setor, que preferiu não ser identificado. Segundo ele, o sucesso dependerá não apenas de inovações tecnológicas, mas também de um modelo de negócios que justifique os altos investimentos iniciais.

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