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Brasil registra expansão recorde no emprego formal em 2025, mas remuneração média recua 0,5%

Redação
13 de maio de 2026 às 16:21
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Brasil registra expansão recorde no emprego formal em 2025, mas remuneração média recua 0,5%

Foto: agenciabrasil.ebc.com.br

Contexto histórico e relevância dos dados

A Relação Anual de Informações Sociais (Rais) consolidou-se ao longo das últimas décadas como o principal instrumento de aferição do mercado de trabalho formal no Brasil. Desde sua implementação em 1975, a Rais tem sido fundamental para mapear a evolução do emprego celetista, estatutário e em entidades sem fins lucrativos, além de subsidiar políticas públicas e diagnósticos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em 2025, os dados revelam não apenas um crescimento quantitativo expressivo — com 59,971 milhões de trabalhadores formais — mas também uma dinâmica setorial e regional que merece análise detalhada. Trata-se do menor índice de desemprego da história brasileira, conforme declarou o ministro Luiz Marinho, embora a trajetória de juros elevados no período tenha atuado como freio ao crescimento pleno do mercado.

Desempenho setorial: Serviços lideram expansão, mas com desigualdades

O setor de Serviços destacou-se como o principal motor do crescimento do emprego formal em 2025, respondendo por 35,695 milhões de vínculos — um avanço de 7,2% em relação a 2024. Dentro desse segmento, a administração pública foi a área com maior expansão, registrando crescimento de 15,2%, impulsionado principalmente pelos municípios (18,2%) e governos estaduais (10,3%). A educação e a saúde humana também apresentaram resultados positivos, com altas de 6,2% e 4,2%, respectivamente. No entanto, a concentração do crescimento em áreas públicas levanta questionamentos sobre a sustentabilidade de longo prazo, dado o contexto de restrições fiscais nos entes federativos.

O Comércio e a Indústria, embora tenham apresentado crescimento modesto de 1,7%, mantêm-se como pilares do mercado formal, com 10,487 milhões e 9,017 milhões de empregos, respectivamente. A Construção Civil, por sua vez, expandiu 2,5%, totalizando 2,57 milhões de vínculos, enquanto a Agropecuária, tradicionalmente sensível a fatores climáticos e políticas governamentais, registrou crescimento de 1,6% (1,812 milhões de empregos). Esses números refletem tanto a resiliência de setores-chave quanto os desafios estruturais que persistem na economia brasileira.

Distribuição regional: Nordeste e Norte lideram crescimento, mas Sul e Sudeste mantêm estoque dominante

Na análise regional, o Nordeste e o Norte apresentaram os maiores crescimentos relativos em 2025, com expansões de 10,1% cada, gerando 1,076 milhão e 354.753 novos vínculos, respectivamente. A região Centro-Oeste também registrou alta de 5,7%, com 322.513 novos empregos. Esses dados sugerem uma desconcentração geográfica do emprego formal, ainda que as regiões Sul e Sudeste — que concentram 58% do estoque total de empregos — permaneçam como os principais polos econômicos do país. A distribuição desigual do crescimento suscita debates sobre políticas de interiorização e desenvolvimento regional, especialmente em um contexto de recuperação pós-pandemia e transição energética.

Remuneração média em queda: um sinal de alerta

Apesar do aumento no estoque de empregos, a Rais 2025 revelou uma ligeira queda de 0,5% na remuneração média, que atingiu R$ 4.434,38. O recuo, embora modesto, interrompe uma trajetória de crescimento observada em anos anteriores e pode estar associado a fatores como a inflação persistente, a informalidade residual e a composição setorial do emprego. Setores de baixa produtividade, como determinados segmentos do Comércio e Serviços, podem ter puxado a média para baixo, enquanto áreas como Indústria e Administração Pública, tradicionalmente melhor remuneradas, não conseguiram compensar as perdas. A queda na média salarial reforça a necessidade de políticas que aliem geração de empregos a melhoria da qualidade dos postos de trabalho.

Impacto da Rais na formulação de políticas públicas

A Rais 2025 não se limita a registrar números: ela fornece subsídios cruciais para a formulação de políticas públicas voltadas ao mercado de trabalho. O crescimento do número de estabelecimentos formais — de 4,7 milhões para 4,8 milhões (+2,1%) — indica uma expansão da base empresarial, ainda que em ritmo lento. Além disso, os dados permitem analisar a distribuição por porte de empresas, a rotatividade de mão de obra e a inserção de grupos vulneráveis, como mulheres e jovens. Para o ministro Luiz Marinho, os números refletem um “momento bom”, mas com ressalvas: “Poderíamos estar em uma situação melhor se não fossem os juros praticados”. A fala do ministro sublinha a complexidade de um mercado de trabalho que, embora em expansão, ainda convive com obstáculos macroeconômicos e estruturais.

Perspectivas e desafios para 2026

Os dados da Rais 2025 apontam para um cenário de otimismo cauteloso. O crescimento do emprego formal superou as expectativas em vários setores e regiões, mas a queda na remuneração média e a dependência do setor público como vetor de expansão demandam atenção. Analistas destacam que, sem uma política monetária mais flexível e investimentos em produtividade, o mercado de trabalho pode enfrentar dificuldades para sustentar o ritmo atual. Além disso, a transição digital e a automação, embora ainda incipientes, já começam a reconfigurar a demanda por mão de obra em setores como Indústria e Serviços. O desafio para 2026 será transformar o crescimento quantitativo em desenvolvimento qualitativo, garantindo empregos melhores e mais bem remunerados.

Conclusão: uma fotografia do mercado de trabalho brasileiro

A Rais 2025 oferece um retrato detalhado do mercado de trabalho brasileiro, revelando tanto os avanços quanto os pontos de atenção. O aumento de 5% no estoque de empregos formais é um indicador positivo, especialmente em um contexto de juros elevados e incertezas globais. No entanto, a queda na remuneração média e a concentração do crescimento em setores de baixa produtividade exigem políticas públicas mais assertivas. A expansão regional, embora promissora, ainda não é suficiente para reduzir as desigualdades históricas do país. Para 2026, o desafio será consolidar esses ganhos, atrair investimentos em setores estratégicos e garantir que o crescimento do emprego se traduza em melhor qualidade de vida para os trabalhadores brasileiros.

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