A relíquia que consagrou Pelé como o rei do futebol
A camisa número 10 usada por Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, na final da Copa do Mundo de 1958 — disputada entre Brasil e Suécia em 29 de junho de 1958 — será oferecida em leilão pela casa Sotheby’s com valor estimado em US$ 6 milhões (aproximadamente R$ 30 milhões na cotação atual). A peça, que pertenceu originalmente ao lateral-esquerdo Dida — colega de quarto de Pelé durante o torneio —, representa não apenas um marco esportivo, mas também o nascimento de uma lenda.
Na ocasião, um Pelé de apenas 17 anos escreveu seu nome na história ao marcar dois gols na vitória brasileira por 5 a 2, tornando-se o jogador mais jovem a decidir uma final de Copa do Mundo. O feito consolidou o Brasil como a primeira nação a erguer a taça fora do continente europeu e inaugurou uma era de hegemonia no futebol global.
Entre recordes e disputas simbólicas
A data limite para lances — 16 de julho de 2026 — coincide com o período prévio à final da Copa do Mundo FIFA 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. Caso atinja ou supere o valor estimado, a camisa poderá se tornar a peça mais valiosa já associada a Pelé e até ameaçar o atual recorde da camisa do ‘Gol da Mão de Deus’ de Diego Maradona, arrematada por US$ 9,28 milhões em 2022 pela casa de leilões *Julien’s Auctions*.
A concorrência por itens históricos do futebol tem se intensificado nos últimos anos, impulsionada por colecionadores e investidores que enxergam nas relíquias esportivas não apenas valor sentimental, mas também potencial de valorização financeira. Especialistas do mercado estimam que a camisa de Pelé possa atrair lances de até US$ 8 milhões, dependendo da estratégia de marketing da Sotheby’s.
A trajetória da camisa: de Dida a um novo capítulo
Após a final de 1958, Pelé presenteou Dida — seu companheiro de seleção e quarto durante a competição — com a camisa número 10. Durante décadas, o item permaneceu em poder da família do ex-jogador até ser resgatado por historiadores do esporte em 2023. Análises de especialistas confirmaram sua autenticidade por meio de assinaturas, manchas de suor e tecido compatível com a época, descartando duplicatas ou falsificações.
A peça será exibida publicamente em Nova York entre 25 e 28 de junho de 2026, antes do início do leilão. Para a Sotheby’s, trata-se de uma oportunidade de redefinir o mercado de memorabilia esportiva, especialmente em um ano marcado pela celebração dos 100 anos da primeira edição da Copa do Mundo.




