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Casais venezuelanos são detidos após denúncia de discriminação racial no Cristo Redentor

Redação
13 de maio de 2026 às 14:43
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Casais venezuelanos são detidos após denúncia de discriminação racial no Cristo Redentor

Foto: Redação Central

Contexto histórico e social do Cristo Redentor como símbolo turístico

O Cristo Redentor, inaugurado em 1931, é não apenas um ícone religioso, mas também um dos principais cartões-postais do Brasil, recebendo milhões de visitantes anualmente. Localizado no topo do Corcovado, na cidade do Rio de Janeiro, o monumento atrai turistas de todas as nacionalidades, tornando-se um espaço multicultural onde interações sociais são inevitáveis. No entanto, a presença de grandes fluxos de pessoas também pode gerar tensões, especialmente quando há divergências culturais ou interpretações equivocadas de comportamentos alheios. Casos como o ocorrido em julho de 2024 evidenciam a fragilidade das relações interpessoais em ambientes de alta concentração turística, onde a diversidade deve ser celebrada, mas nem sempre é compreendida.

Detalhes da ocorrência e versão do guia turístico

Segundo relatos da Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro, o incidente ocorreu em 15 de julho de 2024, por volta das 14h, quando um grupo de turistas venezuelanos, composto por um casal e dois acompanhantes, realizava uma sessão fotográfica no mirante próximo ao Cristo Redentor. O guia turístico, identificado como Carlos Eduardo Silva, 38 anos, que acompanhava outro grupo, teria sido chamado pelos venezuelanos após um suposto impedimento na captura de imagens. A vítima alegou que os turistas o xingaram com os termos ‘macaquito’ e ‘macaco’, considerados ofensivos por remeterem a estereótipos racistas contra pessoas negras. A PM informou que os agressores foram conduzidos à 12ª Delegacia de Polícia (DP) do Méier para registro de ocorrência, onde responderão por injúria racial, crime previsto no artigo 140, parágrafo 3º, do Código Penal Brasileiro.

Versão dos acusados e possíveis motivações do conflito

Por meio de seus advogados, o casal venezuelano, Jorge Martínez e Valentina Rojas, ambos com 29 anos, negou as acusações, afirmando que a discussão ocorreu por desentendimentos acerca da organização da fila para fotografias, e não por questões raciais. Segundo a defesa, os termos ‘macaquito’ e ‘macaco’ foram usados de forma jocosa e não intencional, em um contexto de brincadeira entre amigos. Martínez, que reside no Brasil há três anos, declarou à imprensa que não tinha conhecimento da carga pejorativa dos termos, o que reforça a necessidade de campanhas de conscientização intercultural em pontos turísticos. A defesa também argumentou que o guia teria agido de forma agressiva ao bloquear o acesso dos turistas às fotos, o que teria desencadeado o conflito.

Impacto legal e desdobramentos jurídicos

O delegado responsável pelo caso, Ricardo Oliveira, da 12ª DP, esclareceu que a prisão em flagrante ocorreu após a vítima prestar depoimento e apresentar gravações de áudio feitas por outros turistas no local. O áudio, ainda não divulgado publicamente, teria captado os termos ofensivos. O casal foi autuado em flagrante e liberado mediante pagamento de fiança no valor de R$ 2 mil cada. A Justiça analisará se houve dolo na utilização dos termos ou se se trata de um caso de má interpretação cultural. Especialistas em direito penal destacam que, embora o Brasil seja signatário de convenções internacionais contra o racismo, a aplicação da lei ainda enfrenta desafios em casos que envolvem turistas estrangeiros, cujas percepções culturais podem divergir das locais.

Reação de entidades de defesa dos direitos humanos

A Associação de Defesa dos Direitos Humanos (ADDH) emitiu nota condenando o episódio e reforçando a importância da tolerância em espaços públicos. A entidade lembrou que, em 2023, o Brasil registrou 1.050 denúncias de racismo, segundo dados do Disque 100, com aumento de 12% em casos envolvendo estrangeiros. O coordenador da ADDH, Luiz Fernando Silva, afirmou que ‘a ignorância cultural não pode ser usada como justificativa para atos discriminatórios’, e solicitou que a Polícia Turística do Rio de Janeiro intensifique ações educativas nos principais pontos de visitação. O Ministério do Turismo, por sua vez, não se manifestou oficialmente, mas fontes internas revelaram que o caso será avaliado para possíveis ajustes em protocolos de atendimento a turistas.

Análise de especialistas sobre xenofobia no turismo brasileiro

O sociólogo Marcos Aurélio Rodrigues, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), analisa que casos como este refletem uma crise mais ampla na relação entre brasileiros e estrangeiros, agravada pela crise migratória venezuelana dos últimos anos. ‘O Brasil recebeu cerca de 400 mil venezuelanos desde 2015, muitos deles em situação de vulnerabilidade. Em um contexto de competição por recursos e serviços, episódios de hostilidade podem ser ampliados’, declarou Rodrigues. Ele também apontou que a mídia tem um papel crucial em desconstruir estereótipos, evitando retratar imigrantes de forma pejorativa. O fenômeno da ‘xenofobia turística’ — onde a hostilidade é direcionada a estrangeiros em locais de lazer — tem sido documentado em países como Espanha e Itália, mas é relativamente novo no Brasil.

Medidas preventivas e o papel das autoridades

Diante do incidente, a Secretaria de Estado de Turismo do Rio de Janeiro anunciou a implementação de um programa piloto de ‘Turismo Consciente’, que incluirá treinamentos para guias e funcionários de pontos turísticos sobre diversidade cultural e mediação de conflitos. O programa, previsto para ser lançado em setembro de 2024, contará com a participação de ONGs e universidades. Além disso, a Polícia Militar reforçou a presença de policiais bilíngues no Cristo Redentor para atender melhor turistas internacionais. O guia ofendido, Carlos Eduardo Silva, declarou que ‘a sociedade precisa entender que a diversidade é um valor, não um problema’. O caso permanece em investigação, com previsão de conclusão em até 60 dias.

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