Contexto e cronograma da visita
A chancelaria chinesa oficializou nesta segunda-feira (11.mai.2026) a agenda do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para uma visita de Estado a Pequim entre os dias 13 e 15 de maio. O anúncio, feito pelo Ministério das Relações Exteriores da China, detalha que o líder norte-americano chegará à capital chinesa na quarta-feira (13.mai) e retornará aos EUA na sexta-feira (15.mai), encerrando uma viagem que já havia sido adiada anteriormente devido ao agravamento do conflito com o Irã, deflagrado no final de fevereiro.
Negociações comerciais em pauta
A reunião entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, prevista para 15 de maio, será o ponto alto da agenda, após meses de tensões comerciais que, embora em trégua desde o ano passado, ainda permeiam as relações bilaterais. Segundo fontes diplomáticas, os líderes buscarão renovar a trégua tarifária e avançar em acordos setoriais críticos, como aviação civil e agricultura. A pauta incluirá ainda discussões sobre a situação geopolítica em Taiwan, tema recorrente em negociações sino-americanas.
Da Coreia do Sul à China: trajetória da agenda bilateral
A visita de Trump a Pequim foi inicialmente programada para março, mas foi suspensa após o início das hostilidades com o Irã. O adiamento, no entanto, não interrompeu os contatos diplomáticos: o encontro que selou a nova data ocorreu em outubro de 2025, durante uma reunião em Seul entre os dois líderes. Antes da chegada de Trump, representantes comerciais dos dois países se reunirão na Coreia do Sul entre 12 e 13 de maio para alinhar propostas que serão levadas aos presidentes.
Contrastes históricos: de 2017 à 2026
Esta será a segunda visita de Trump à China como presidente dos EUA — a primeira ocorreu em novembro de 2017, durante seu primeiro mandato, em um contexto significativamente distinto. Na ocasião, o tom das relações bilaterais era mais conciliatório, com acordos comerciais celebrados em meio a um discurso de colaboração. Em 2026, no entanto, a dinâmica é outra: a guerra comercial, embora temporariamente atenuada, deixou marcas profundas na confiança mútua, exigindo agora um esforço conjunto para redefinir as bases da parceria econômica.
Expectativas e desafios
Analistas internacionais destacam que o sucesso da missão dependerá não apenas da capacidade de Trump e Xi de fecharem acordos concretos, mas também de demonstrarem progresso visível para acalmar mercados e reafirmar a estabilidade geopolítica. Setores como o de semicondutores e tecnologia, historicamente tensionados por restrições chinesas, estão entre os mais observados. Paralelamente, a China busca garantir que os EUA mantenham compromissos anteriores, enquanto Washington tenta extrair concessões em áreas estratégicas, como acesso a mercados de energia e redução de déficits comerciais.
O que esperar para o futuro?
O ciclo de encontros entre as duas potências não deve se encerrar em maio. Fontes do governo chinês indicam que Xi Jinping está programado para visitar Washington ainda em 2026, visando consolidar os avanços alcançados. Especialistas avaliam que, independentemente dos resultados imediatos, a manutenção de canais de diálogo é crucial para evitar novos retrocessos, sobretudo em um cenário global marcado por incertezas econômicas e rivalidades geopolíticas.




