O fim do inverno de 2026 deve ser marcado por uma mudança rápida no padrão atmosférico no Centro-Sul do Brasil. Uma sequência de episódios de tempo severo já afetou áreas do Sul e do Sudeste, com registros de chuvas intensas, atividade elétrica elevada, ventos fortes e ocorrências isoladas de tornados, vendavais e microexplosões. Agora, a formação de um ciclone extratropical tende a ampliar a instabilidade nos últimos dias da estação mais fria do ano.
Ciclone deve se intensificar no Sul
As projeções indicam que o sistema começará a se organizar no dia 18, com ganho de intensidade no dia 19, sobretudo sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A área de influência também inclui Mato Grosso do Sul, o sul de Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e o sul do Espírito Santo. A evolução do fenômeno poderá provocar chuva concentrada, rajadas de vento, queda de temperatura e mar agitado em setores da costa sul.
Ciclones extratropicais são sistemas de baixa pressão associados ao contraste entre massas de ar e à presença de frentes. Embora sejam comuns no Atlântico Sul, podem produzir impactos relevantes quando se aproximam do continente. A previsão de trajetória e intensidade ainda está sujeita a ajustes, mas a configuração atmosférica exige monitoramento contínuo, especialmente nas regiões onde chuva e vento podem ocorrer de forma simultânea.
Frente fria alcança o Sudeste e o Centro-Oeste
Na sequência, uma frente fria deverá avançar para o interior do país e atingir o Sudeste e o Centro-Oeste por volta do dia 20. A passagem do sistema pode reduzir temporariamente a temperatura, aumentar a nebulosidade e favorecer pancadas de chuva acompanhadas de raios e ventos intensos. Em situações de maior instabilidade, há possibilidade de granizo e de rajadas localizadas, embora a distribuição espacial dos impactos tenda a ser irregular.
Antes da chegada da frente fria, áreas do Centro-Oeste e do Sudeste ainda poderão registrar calor e umidade elevados, condições que contribuem para a concentração de chuva em curtos períodos. A combinação entre solo úmido, atmosfera instável e deslocamento rápido de sistemas meteorológicos aumenta o potencial de alagamentos, quedas de galhos e interrupções pontuais de serviços, sobretudo em locais já afetados por temporais recentes.
Primavera começa com transição e risco persistente
O inverno astronômico termina no dia 22 de setembro, quando começa a primavera. A nova estação não representa o encerramento imediato da atividade de sistemas frontais ou ciclônicos. Para o período inicial da primavera, a tendência é de calor acima da média em parte expressiva do país, enquanto a chuva deve permanecer irregular, alternando intervalos secos com episódios de precipitação mais intensa.
No fim de setembro e no começo de outubro, há possibilidade de formação de outro sistema meteorológico, que poderá ser mais intenso dependendo da configuração da atmosfera. A ocorrência de fenômenos severos, portanto, permanece possível durante a transição entre as estações. A atualização das previsões e o acompanhamento de alertas oficiais são fundamentais para orientar a proteção de pessoas, lavouras, estradas e áreas urbanas vulneráveis.




