Especialistas alertam para riscos ocultos associados à síncope
Sintomas que exigem atenção imediata
A sensação de tontura, a visão escurecendo e, em alguns casos, a perda súbita da consciência — denominada síncope — figuram entre os principais motivos de procura por atendimento emergencial nos hospitais brasileiros. Embora muitas vezes atribuída a situações corriqueiras, como calor intenso ou longos períodos sem alimentação, a síncope é um sinal clínico e não uma condição isolada, podendo indicar desde alterações vasculares simples até problemas cardíacos de maior gravidade.
O mecanismo do desmaio
Segundo o cardiologista Dr. Ricardo Ferreira da Silva, do Centro Cardiológico, a síncope resulta de uma queda abrupta do fluxo sanguíneo e da oxigenação cerebral. “O desmaio é um mecanismo de defesa do próprio corpo. Quando o cérebro percebe a falta de oxigênio ou de pressão adequada, ele obriga o organismo a ‘desligar’ e tombar na horizontal para que o sangue volte a fluir mais facilmente em direção à cabeça”, explica.
Check-up cardíaco é essencial
Na maioria dos casos, o episódio está relacionado à síncope vasovagal, um desequilíbrio temporário do sistema nervoso que reduz batimentos cardíacos e pressão arterial diante de estímulos como dor, estresse ou permanência prolongada em pé. Contudo, o especialista enfatiza que as causas cardíacas são as mais preocupantes e requerem investigação rápida. Arritmias, falhas nas válvulas cardíacas, obstruções arteriais e cardiomiopatias podem comprometer severamente a capacidade de bombeamento do sangue, levando ao desmaio.
Sinais de alerta que não devem ser ignorados
A observação dos chamados pródromos é fundamental para distinguir episódios benignos de situações críticas. O Dr. Ricardo ressalta que desmaios durante esforço físico, em posição deitada ou acompanhados de dor torácica e palpitações necessitam de avaliação imediata. “A ausência de avisos prévios — quando o indivíduo simplesmente ‘apaga’ sem sentir tontura, suor frio ou náusea antes — também é um forte indício de causa cardíaca”, alerta.
Exames que ajudam a identificar a origem
Para prevenir novos episódios e reduzir riscos, o especialista recomenda que pacientes com desmaios recorrentes realizem uma investigação cardiológica completa. Testes como eletrocardiograma, Holter de 24 horas, ecocardiograma e Tilt Test são fundamentais para mapear a origem do problema. “Identificar a causa exata é o que garante o tratamento correto, que pode ir desde simples ajustes na hidratação e na medicação até a implantação de um marca-passo”, conclui. (Fonte: Notícias ao Minuto).




