Provas documentais da omissão industrial
Um dossiê divulgado pelo Center for Climate Integrity em 20 de julho de 2026 expõe que empresas de petróleo e gás nos Estados Unidos tinham conhecimento, desde 1979, de que suas operações liberavam quantidades significativamente maiores de metano do que as reportadas oficialmente. O documento, encomendado pelo braço de pesquisa da Associação Americana de Gás, indicava que os principais campos de extração no país já emitiam volumes alarmantes de gases de efeito estufa na época.
Metano: o vilão subestimado do aquecimento global
O metano, principal componente do gás natural, é um gás de efeito estufa até 84 vezes mais potente que o dióxido de carbono em um horizonte de 20 anos, segundo estudos climáticos. A prática de queima (*flaring*) ou vazamento não controlado de metano agrava o cenário, como documentado em campos como o de Zubair, no Iraque, onde emissões são visíveis mesmo em imagens de satélite.
Consequências da negligência histórica
Steven Hamburg, cientista-chefe do Environmental Defense Fund, destacou que a incerteza sobre o que a indústria sabia diretamente — e o que optou por omitir — sempre foi um ponto crítico nas discussões sobre políticas climáticas. A revelação desses documentos reforça a necessidade de regulações mais rígidas e transparência obrigatória nas emissões de metano, especialmente em um contexto de aceleração das mudanças climáticas.




