Publicação intensifica escala geopolítica enquanto o governo do Irã condiciona a reabertura da rota ao cumprimento de acordo
Disseminação da imagem e posições antagônicas entre Washington e Teerã
Donald Trump divulgou em 18 de agosto, na Truth Social, uma imagem que apresenta o Estreito de Ormuz como “New US Territory”. O presidente não acrescentou comentários, mas dias antes havia afirmado que faria a declaração “em breve” e declarou que “gosta da ideia” de transformar a área em território norte-americano. Até agora, não houve anúncio oficial.
Versões divergentes entre EUA e Irã
Trump sustenta que o estreito está aberto e seguro para navegação. Teerã, entretanto, afirma que a passagem permanece fechada e condiciona sua reabertura ao cumprimento de compromissos assumidos por Washington. O negociador iraniano Mohammad Baqer Qalibaf declarou que o Irã não permitirá a plena circulação até que os EUA retirem o bloqueio naval, suspendam sanções sobre o petróleo, liberem ativos congelados e interrompam operações militares.
Acordo provisório de junho
O memorando assinado em 17 de junho previa suspensão de operações militares e compromissos mútuos: os EUA deveriam retirar o bloqueio em até 30 dias, e o Irã garantiria livre passagem por 60 dias. Trump declarou o acordo encerrado em 7 de julho, e Teerã suspendeu sua participação. O prazo terminou sem novo pacto.
Tráfego marítimo reduzido
Apesar das declarações de Trump, dados de navegação mostram movimento limitado. No dia 18, apenas seis navios de transporte de commodities cruzaram o estreito, contra uma média recente de 11. O fluxo de petróleo caiu de 21,6 milhões de barris por dia no fim de 2025 para 4,9 milhões no segundo trimestre de 2026, segundo a Administração de Informação de Energia dos EUA. O Brent atingiu o maior nível em três semanas, refletindo a insegurança.
Relevância estratégica do estreito
Entre Irã e Omã, o Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é vital para o transporte global de petróleo e gás. Antes das interrupções, cerca de 20% do fluxo mundial passava pela região. A Organização Marítima Internacional reforça que estreitos de navegação internacional não podem ser fechados unilateralmente e defende a liberdade de navegação. O esquema de separação de tráfego vigente foi proposto por Irã e Omã e adotado em 1968.
[Legenda]© Truth Social




