Piora recorde na avaliação econômica em sete dias
A confiança dos brasileiros na economia nacional registrou queda expressiva entre segunda-feira, 03 de agosto de 2026 e segunda-feira, 10 de agosto de 2026, segundo dados da pesquisa BTG/Nexus. O percentual de eleitores que classificam o cenário como ruim ou péssimo saltou de 47% para 52%, ultrapassando a margem de erro de dois pontos percentuais do levantamento. Paralelamente, a parcela dos que consideram a economia ótima ou boa recuou de 21% para 17%, reforçando a deterioração da percepção.
Expectativas em queda: maioria projeta piora nos próximos seis meses
A projeção de melhora da economia nas próximas semanas também encolheu. Apenas 33% dos entrevistados acreditam em uma retomada nos próximos seis meses, queda de sete pontos frente à semana anterior (40%). Em contrapartida, o pessimismo cresceu: 31% preveem piora, alta de dois pontos percentuais. O indicador reforça um cenário de incerteza, mesmo com a manutenção das intenções de voto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Descolamento entre economia e política persiste
Apesar da avalanche de dados negativos, o governo Lula segue imune às flutuações na avaliação econômica popular. Enquanto 52% dos brasileiros veem a economia com pessimismo agudo, as pesquisas de intenção de voto mantêm o presidente estável, sugerindo que fatores como programas sociais ou políticas de distribuição de renda ainda exercem influência decisiva no eleitorado. O desafio imediato, no entanto, é evitar que a insatisfação com a macroeconomia contagie a percepção do bolso individual, o que poderia reconfigurar o cenário político a médio prazo.




