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EUA realizam ofensiva contra o Irã após ataques a embarcações no Estreito de Ormuz

João
8 de julho de 2026 às 06:28
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EUA realizam ofensiva contra o Irã após ataques a embarcações no Estreito de Ormuz

© AFP via Getty Images

Ação militar foi anunciada pelo Centcom como resposta a incidentes envolvendo navios comerciais; Teerã acusa Washington de descumprir acordo firmado em junho

Operação militar amplia tensão entre Washington e Teerã

 

Os Estados Unidos promoveram, nesta terça-feira, uma ofensiva militar contra o Irã, em resposta a episódios envolvendo embarcações comerciais que navegavam nas proximidades do Estreito de Ormuz. A informação foi divulgada pelo Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), que classificou a ação como uma reação direta aos ataques atribuídos às forças iranianas.

Em uma publicação na rede social X, o comando militar norte-americano anunciou o início de uma operação de grande escala, afirmando que o objetivo era responsabilizar o governo iraniano pelas ações registradas em uma das principais rotas marítimas do comércio internacional.

“As forças do Comando Central dos EUA iniciaram uma série de ataques poderosos contra o Irã para impor consequências pesadas a quem visa navios mercantes tripulados por civis inocentes em uma via navegável internacional”, informou o comando.

De acordo com o Centcom, a decisão foi tomada após três navios comerciais terem sido alvo de ataques enquanto cruzavam o Estreito de Ormuz, área considerada estratégica para o transporte mundial de petróleo.

“A agressão demonstrada pelo Irã foi injustificada, perigosa e uma clara violação do cessar-fogo”, afirmou o órgão militar norte-americano.

Explosões são registradas em diferentes regiões iranianas

Após o anúncio da operação, veículos da imprensa internacional relataram explosões em diversos pontos do território iraniano. Os registros ocorreram na cidade portuária de Sirik, situada nas proximidades do Estreito de Ormuz, além da ilha de Qeshm e da cidade de Bandar Abbas.

Também foram registrados relatos sobre a queda de projéteis na localidade de Taheroui, aumentando a preocupação com a escalada do conflito na região.

Governo iraniano acusa EUA de romper compromisso firmado em junho

O agravamento das tensões ocorre em um momento de desgaste nas relações diplomáticas entre os dois países, especialmente após a retomada das sanções norte-americanas sobre o petróleo iraniano.

O governo do Irã declarou que não dará continuidade às negociações para um acordo definitivo com Washington enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantiver ameaças contra a República Islâmica.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores iraniano, a decisão dos Estados Unidos de restabelecer restrições ao setor petrolífero representa uma quebra dos compromissos assumidos no memorando de entendimento firmado entre os dois governos em junho.

Em comunicado reproduzido pela emissora Al Jazeera, Teerã afirmou que a medida evidencia “má-fé” por parte da administração norte-americana e reforça a avaliação de que Washington não oferece garantias de cumprimento dos compromissos assumidos.

“O Ministério das Relações Exteriores do Irã, ao mesmo tempo que alerta para as consequências da violação do acordo, tomará todas as medidas que considere necessárias para proteger seus interesses nacionais”, diz o documento.

Estreito de Ormuz é ponto estratégico para o comércio mundial

O memorando de entendimento assinado em 17 de junho havia permitido a retomada da circulação de embarcações no Estreito de Ormuz, encerrando temporariamente as hostilidades entre os dois países. Desde então, representantes de Washington e Teerã participaram de duas rodadas de negociações em alto nível na tentativa de consolidar um acordo definitivo.

O Estreito de Ormuz permanece como uma das passagens marítimas mais importantes do planeta para o mercado energético. Dados da Agência de Energia dos Estados Unidos indicam que, ao longo de 2024, aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo bruto transitaram diariamente pela região, volume correspondente a cerca de 20% de todo o consumo global de petróleo líquido.

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