Codego prorroga credenciamento para 12 meses e visa atrair dezenas de novos empreendimentos para o polo agroindustrial
Estruturação de um polo regularizado
Com o propósito de impulsionar a atratividade de investimentos e dinamizar a economia da Região Metropolitana de Goiânia, a administração municipal de Aparecida de Goiânia, sob a liderança do prefeito Leandro Vilela, acompanhou a divulgação pública do novo processo seletivo conduzido pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego). Trata-se da segunda fase de destinação de áreas no Distrito Agroindustrial Norberto Teixeira (Dianot). O modelo adotado baseia-se em um credenciamento de fluxo contínuo, permanecendo aberto durante um ano para a recepção de cadastros empresariais.
Potencial de empregabilidade e infraestrutura
Ao discursar no ato oficial, realizado na sede da estatal goiana, o chefe do Executivo municipal enfatizou o caráter estratégico do projeto para o ecossistema econômico local, salientando que a estrutura física pronta e com habite-se e titulação em dia favorecerá o erário municipal e o crescimento sustentável. O gestor declarou:
“O Dianot é um dos grandes benefícios que Aparecida recebe no quesito desenvolvimento. É o primeiro distrito 100% regularizado, com toda a estrutura pronta para receber novas empresas. Isso vai trazer um processo de desenvolvimento fantástico para a cidade, ampliando a receita do município e fortalecendo a capacidade de crescimento”.
O prefeito reforçou que a viabilização do complexo atende a um planejamento histórico traçado em gestões passadas, cuja consolidação decorre da sinergia entre a Prefeitura de Aparecida e o Executivo Estadual.
Reformulação e prazos dilatados
A extensão do prazo de adesão foi motivada por diagnósticos colhidos na etapa inicial. De acordo com o dirigente máximo da Codego, a flexibilização do cronograma confere fôlego operacional para que corporações de diferentes portes providenciem certidões e projetos técnicos. O presidente da companhia salientou:
“Fizemos uma melhoria contínua a partir do primeiro edital. Agora, as empresas terão um prazo maior para se organizar, enquanto a Codego fará a análise documental de maneira mais técnica e alinhada. Vamos avaliar os critérios estabelecidos, como a capacidade produtiva e a previsão de empregos, para que o processo seja transparente e permita um assentamento adequado”.
O procedimento é realizado diretamente no portal oficial da companhia, onde estão disponíveis as plantas das glebas, os regulamentos e os anexos documentais. A qualificação preliminar não concede outorga automática do terreno, estando condicionada ao atendimento dos requisitos de pontuação e viabilidade.
Balanço da fase inicial e empregos
O apetite do mercado ficou evidenciado pelos números da primeira etapa. Inicialmente configurada para abrigar 32 companhias em 177 módulos, a concorrência registrou mais de uma centena de inscritos habilitados. Diante do volume de demandas, a Codego reordenou o desenho dos lotes e conseguiu alocar 67 empresas. A estimativa é de que essa primeira leva gere de 6 mil a 7 mil ocupações funcionais. Com a soma das duas fases, projeta-se a criação de até 20 mil postos de trabalho diretos e indiretos, alavancados por aportes privados que já superam a marca de R$ 1 bilhão.
Aporte público e malha viária
Com extensão superior a 2 milhões de metros quadrados, o distrito conta com pavimentação asfáltica, saneamento básico, drenagem pluvial e redes elétricas, alcançando cerca de 95% de conclusão das obras estruturais. O investimento estatal no canteiro gira em torno de R$ 140 milhões. Avaliando a incorporação patrimonial do imóvel, o chefe do Executivo de Aparecida destacou:
“São cerca de R$ 140 milhões investidos na infraestrutura, sem considerar o valor da área. Se somarmos o valor do terreno, esse montante pode chegar perto de meio bilhão de reais. É uma estrutura que já nasce preparada para receber as empresas, com regularização fundiária e condições para que os empreendedores busquem financiamento e iniciem seus projetos”.
A acessibilidade logística será reforçada por um novo corredor de tráfego que interligará o complexo à GO-020 e ao Vale das Pombas, facilitando o escoamento da produção e o deslocamento da força de trabalho.
Planejamento de ampliação futura
Diante da procura aquecida, a ampliação do Dianot já integra a pauta das autoridades públicas. O plano em elaboração estuda incorporar 78 novos módulos em terrenos institucionais, abrindo margem para acolher estabelecimentos de médio e pequeno porte, além de prestadores de serviços complementares à atividade fabril. Essa fase posterior será regida por norma convocatória específica após a finalização dos estudos jurídicos e operacionais.





