O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, tem defendido em sua campanha eleitoral a flexibilização de leis ambientais e a exploração de recursos naturais em áreas de preservação. Em um vídeo divulgado em agosto, o senador declarou: “Vamos acabar com essas amarras ambientais”, referindo-se especificamente à exploração de terras raras no Norte do país.
Agenda de campanha e propostas ambientais
Entre as bandeiras centrais de Flávio Bolsonaro em sua corrida presidencial estão críticas às atuais leis de proteção ambiental e às operações de combate ao crime ambiental. O senador tem defendido abertamente a flexibilização da proteção florestal e a exploração de recursos naturais em locais considerados de preservação, como terras indígenas. A legalização do garimpo em tais territórios também figura entre suas propostas.
No mês de setembro, o senador reiterou sua posição ao afirmar que as regras ambientais vigentes representam um entrave para o desenvolvimento de projetos como a construção de resorts. Ele também se manifestou a favor da mineração e do turismo em terras indígenas, ao mesmo tempo em que relativizou o fenômeno do aquecimento global, descrevendo-o como uma série de eventos extremos e cíclicos. Essa perspectiva foi abordada em entrevista ao Jornal Nacional em 28 de agosto de 2026.
Posicionamento sobre terras indígenas e recursos naturais
Ainda em fase de pré-campanha, em abril deste ano, Flávio Bolsonaro já havia prometido não realizar novas demarcações de terras indígenas. Tal compromisso ecoa a posição adotada e cumprida por seu pai, Jair Bolsonaro (PL), que se encontra preso em decorrência de sua liderança na tentativa de golpe contra o resultado das eleições de 2022. Questionamentos sobre o tema foram direcionados ao senador por meio de canais oficiais.
A plataforma de campanha de Flávio Bolsonaro sugere uma reorientação na política ambiental brasileira, com foco na exploração econômica de áreas atualmente protegidas. A proposta visa destravar investimentos e atividades econômicas que, segundo o senador, são impedidas pela legislação ambiental vigente. A discussão sobre o uso de terras indígenas para fins de mineração e turismo, bem como a relativização das mudanças climáticas, posicionam o candidato em um espectro político que diverge significativamente das agendas ambientais globais e de setores da sociedade civil.
A retórica do senador aponta para um debate acirrado sobre o modelo de desenvolvimento a ser adotado pelo Brasil, contrapondo a preservação ambiental com a exploração de recursos naturais. A viabilidade e as consequências de tais propostas para o meio ambiente, as comunidades indígenas e a imagem internacional do país permanecem como pontos centrais de análise e debate público.




