Iniciativa Troca e Coopera estreia neste sábado no Jardim Botânico
Sedicas cria programa que une reciclagem e segurança alimentar
A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Agricultura e Serviços (Sedicas), criou o programa Troca e Coopera Goiânia, iniciativa que une incentivo à reciclagem, segurança alimentar e fortalecimento da agricultura local. A proposta permite que moradores troquem materiais recicláveis por alimentos produzidos em hortas comunitárias, estimulando tanto o descarte correto de resíduos quanto o aproveitamento de alimentos que frequentemente enfrentam dificuldades de comercialização por questões estéticas ou excedentes de produção.
Diretor da Sedicas explica objetivos da iniciativa
Segundo o diretor de Indústria e Agronegócio da Sedicas, Jorge Neto, o programa foi criado com múltiplos objetivos voltados à sustentabilidade urbana. “O Troca e Coopera Goiânia nasce para reduzir o desperdício de alimentos, evidenciar a reciclagem e criar oportunidades para quem produz no campo. Ao transformar materiais recicláveis em alimentos, estimulamos a participação da população, valorizamos o trabalho das cooperativas e ampliamos o aproveitamento de produtos que têm qualidade para o consumo, mas muitas vezes não chegam ao mercado por questões comerciais ou estéticas. A expectativa é que esse projeto nos permita aperfeiçoar o modelo para que, no futuro, ele alcance cada vez mais regiões da cidade”, destaca o diretor.
Projeto piloto acontece durante o Dia de Cooperar
O projeto piloto do programa será realizado neste sábado (29/8), durante as ações do Dia de Cooperar (Dia C), em parceria com a Organização das Cooperativas do Brasil em Goiás (OCB/GO). O ponto de coleta será instalado no Jardim Botânico, e nesta primeira etapa da iniciativa, os alimentos distribuídos serão provenientes das hortas comunitárias do Centro de Educação Infantil (CEI) Lar de Matilde e do Paço Municipal.
Avaliação vai orientar expansão para outras regiões
A Sedicas pretende avaliar a quantidade de materiais recicláveis arrecadados, o volume de alimentos distribuídos e o nível de adesão da população para, a partir desses dados, aperfeiçoar o modelo e expandir a iniciativa para outras regiões da capital. Em etapas futuras, a proposta prevê ainda a participação de pequenos produtores rurais, agricultores familiares, cooperativas, associações produtivas e outras hortas comunitárias municipais no fornecimento dos alimentos distribuídos pelo programa.
Entenda como funciona a troca de materiais
A cada dois quilos de materiais recicláveis entregues limpos e secos nos pontos de coleta definidos pela organização, o participante receberá 1 kg de alimento em troca. A iniciativa está aberta a toda a população, que deverá separar previamente os resíduos recicláveis em casa antes de levá-los aos locais de troca estabelecidos. Entre os alimentos priorizados na distribuição estão frutas, verduras e hortaliças que apresentam pequenas imperfeições visuais, ou formatos e tamanhos diferentes dos padrões comerciais tradicionais, mas que permanecem em perfeitas condições para consumo humano.
Modelo reduz custos operacionais da coleta seletiva
O projeto também busca reduzir etapas do processo ao incentivar a entrega direta dos materiais recicláveis às cooperativas parceiras, uma vez que a coleta seletiva pode apresentar custo operacional aproximadamente quatro vezes maior do que a coleta convencional de resíduos. Como inspiração para o desenvolvimento do projeto, a Sedicas utilizou como referência o programa Câmbio Verde, já consolidado na cidade de Curitiba. Na capital paranaense, a iniciativa recolhe cerca de 280 toneladas de materiais recicláveis e distribui aproximadamente 70 toneladas de alimentos para mais de cinco mil pessoas mensalmente.





