Crise do BRB: DF acusa União de inércia, mas governo federal desmente
Em nota emitida na tarde desta quinta-feira (6), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, manifestou “profunda insatisfação” com a alegação do Governo do Distrito Federal, segundo a qual a União teria adotado postura de inércia nas tratativas para resolver a crise do Banco de Brasília (BRB). A acusação, segundo Durigan, é “totalmente descabida”, uma vez que a equipe econômica federal participa ativamente das negociações no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), onde o caso tramita.
A polêmica surge após o ministro do STF Luiz Fux agendar, na quarta-feira (5), uma nova audiência para discutir a execução do acordo que prevê o empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ao BRB. O objetivo é cobrir o rombo de R$ 8,2 bilhões gerado por operações fraudulentas vinculadas ao Banco Master, de Daniel Vorcaro, sem que a União possua participação acionária no banco regional.
União atua no STF enquanto DF atribui responsabilidade federal
Durigan esclareceu que, embora o rombo do BRB esteja ligado ao escândalo do Banco Master, a União não tem ingerência direta sobre o banco, mas contribui com as tratativas judiciais. A acusação do DF, segundo o ministro, desconsidera os esforços da equipe econômica em viabilizar a solução por meio do FGC, mecanismo que não depende de recursos públicos diretos.
A próxima audiência no STF, agendada para os próximos dias, será decisiva para definir a liberação dos recursos do FGC, cujo adiamento poderia agravar a situação de liquidez do BRB e impactar milhares de correntistas e servidores públicos do Distrito Federal, que dependem do banco para serviços essenciais.




