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Ibama alerta: consumo de camarão deve ser evitado até o fim de abril

João
20/03/2026, 11:16
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Ibama alerta: consumo de camarão deve ser evitado até o fim de abril
Divulgação. Imagem criada por IA

Período de defeso protege reprodução da espécie e garante sustentabilidade da pesca

Consumidores e donos de estabelecimentos gastronômicos devem redobrar a atenção ao incluir o camarão no cardápio durante as próximas semanas. O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) mantém o alerta sobre o período de defeso, que se estende até o dia 30 de abril. A medida é uma paralisação temporária da pesca para garantir que as espécies consigam completar seu ciclo de reprodução e recrutamento, assegurando a manutenção dos estoques para os anos seguintes.

O desrespeito a essa norma não apenas coloca em risco o equilíbrio marinho, mas também configura crime ambiental, sujeitando os infratores a sanções severas.

O ciclo da vida: Por que a interrupção é vital?

O defeso é planejado estrategicamente com base no comportamento biológico dos crustáceos, como o camarão-rosa e o camarão-branco. Durante os meses de março e abril, os animais estão em fase de crescimento e maturação.

  • Sustentabilidade Econômica: Sem a pausa, a pesca predatória de espécimes jovens impediria que eles atingissem o tamanho ideal para o mercado, colapsando a renda dos próprios pescadores no futuro.
  • Equilíbrio da Cadeia Alimentar: O camarão é base da dieta de diversas espécies marinhas. A redução drástica de sua população gera um efeito cascata em todo o ecossistema oceânico.

Regras para consumo e comercialização

Comer camarão neste período não é proibido em todos os cenários, mas exige cautela e procedência verificada. A restrição foca na extração na natureza.

  1. Estoque Declarado: Restaurantes e peixarias só podem vender camarões capturados antes do início do defeso, desde que tenham declarado esse estoque ao Ibama no prazo legal.
  2. Cativeiro (Carcinicultura): O camarão produzido em fazendas de criação não entra na proibição. No entanto, o estabelecimento deve apresentar a nota fiscal que comprove a origem do produto.
  3. Fiscalização Rigorosa: Agentes do Ibama e da Polícia Ambiental intensificam rondas em portos, estradas e comércios para verificar a declaração de estoque e a origem dos crustáceos.

Consequências e penalidades

Tanto quem pesca quanto quem transporta ou comercializa camarão ilegal durante o defeso está sujeito às penalidades da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).

“A preservação durante o defeso é o que garante que o recurso continue existindo. Sem a fiscalização e a colaboração do consumidor, perdemos a biodiversidade e a viabilidade econômica do setor”, destacam técnicos do órgão ambiental.

As multas podem variar de R$ 700 a R$ 100 mil, com acréscimo de valor por quilo de produto apreendido, além da suspensão de licenças de pesca e apreensão de embarcações e veículos.


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