Pressões monetárias e geopolíticas derrubam Ibovespa
O Ibovespa encerrou a sexta-feira, 7 de agosto de 2026, com recuo de 1,73%, fechando em 172,5 mil pontos. O índice acumulou queda de 2,98% ao longo da semana, encerrando-a em patamar de baixa influenciado por dois vetores principais: a incerteza gerada pelo comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a continuidade do ciclo de corte de juros e o agravamento das tensões no Oriente Médio, que elevou o prêmio de risco nas curvas de juros.
Fatores externos e fuga de capital intensificam a pressão
A demanda por ativos de tecnologia nos mercados globais atraiu fluxos estrangeiros, subtraindo liquidez do mercado doméstico. Além disso, o relatório de emprego nos Estados Unidos — que registrou eliminação líquida de 23 mil vagas fora do setor agrícola, contra expectativa de 80 mil empregos criados — reforçou o cenário de enfraquecimento econômico global, limitando o avanço do Ibovespa mesmo com a melhora externa pontual.
Setor bancário lidera as perdas no principal índice da B3
As ações de bancos sofreram significativa pressão vendedora. O Itaú (ITUB4) despencou 2,58%, seguido pelo Bradesco (BBDC4), com queda de 2,20%. O Banco do Brasil (BBAS3) recuou 1,08%, enquanto o Santander (SANB11) fechou estável. A desvalorização do setor reflete não apenas o mau humor do mercado acionário, mas também a perspectiva de redução da margem de juros líquida em um cenário de alívio monetário menos assertivo.
Dólar se fortalece em meio à aversão ao risco
Enquanto o Ibovespa cedia, a moeda norte-americana se valorizou frente ao real, impulsionada pela aversão global a ativos de maior risco e pelo cenário de incerteza fiscal e monetária no Brasil. A cotação do dólar encerrou o dia em alta, refletindo a busca por proteção em moedas fortes por parte dos investidores.




