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Irã ataca megafundições de alumínio e eleva tensão no Oriente Médio

João
29/03/2026, 06:21
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Irã ataca megafundições de alumínio e eleva tensão no Oriente Médio
Ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar (à direita), conversando com seu homólogo turco, Hakan Fidan, durante uma reunião no escritório do Ministério das Relações Exteriores em Islamabad. Foto: AFP – HANDOUT / RFI

Ofensiva atinge instalações no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos e ocorre enquanto países articulam reunião emergencial para conter avanço do conflito

O conflito no Oriente Médio ganhou novos desdobramentos neste domingo (29), após o Irã assumir a autoria de ataques contra duas das maiores fundições de alumínio do mundo, situadas no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos. A ofensiva deixou dois trabalhadores levemente feridos e ampliou as preocupações com possíveis impactos na economia global, já pressionada por semanas de instabilidade na região.

De acordo com a Guarda Revolucionária iraniana, as empresas atingidas desempenham “um papel importante no fornecimento para as indústrias militares americanas, graças aos investimentos dos Estados Unidos”. Teerã sustenta que a ação foi uma resposta direta aos recentes bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel contra estruturas industriais iranianas.

Ataques se intensificam próximo ao Estreito de Ormuz

Ainda neste domingo, novos ataques aéreos atingiram o porto de Bandar Khamir, nas proximidades do estratégico Estreito de Ormuz. Segundo a agência estatal IRNA, cinco pessoas morreram e quatro ficaram feridas.

Relatos indicam que múltiplos bombardeios com mísseis e drones ocorreram em diferentes regiões do país, enquanto explosões foram registradas na capital, Teerã. A Guarda Revolucionária também ameaçou atingir universidades americanas no Oriente Médio, após alegar danos a duas instituições iranianas em ataques anteriores.

A emissora Al Araby informou que um míssil israelense atingiu o prédio de sua sucursal em Teerã. Imagens divulgadas mostram destruição em escritórios e áreas próximas. O governo iraniano acusou Israel de ter assassinado deliberadamente três jornalistas libaneses no sábado, elevando o tom da crise.

Israel reforça alertas e enfrenta protestos

Em Israel, o Exército informou que mísseis iranianos estavam em rota em direção ao território e orientou a população de áreas de risco a buscar abrigo imediato. As Forças de Defesa de Israel confirmaram também a morte “em combate” de um soldado de 22 anos no sul do Líbano — o quinto desde a retomada das hostilidades com o Hezbollah, aliado de Teerã.

Na cidade de Tel Aviv, manifestações contra a guerra foram dispersadas pela polícia na noite de sábado. Centenas de pessoas participavam de um protesto não autorizado contra a escalada militar.

Durante a madrugada, Kuwait e os Emirados Árabes Unidos relataram novos ataques com drones e mísseis, indicando a ampliação do alcance da ofensiva iraniana.

Reunião emergencial tenta frear escalada

Em meio à intensificação dos confrontos, representantes da Turquia, Paquistão, Egito e Arábia Saudita participam de uma reunião em Islamabad para “discussões aprofundadas” com o objetivo de evitar uma escalada ainda maior do conflito.

Paralelamente, o jornal The Washington Post informou que o Pentágono estaria se preparando para operações prolongadas em território iraniano, com possibilidade de duração de várias semanas.

Na Síria, o vice-ministro da Defesa declarou que quatro drones lançados a partir do Iraque foram interceptados neste domingo. Segundo ele, os alvos seriam instalações militares americanas no nordeste do país, incluindo a base de Qasrak. Não houve vítimas.

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghaliba, afirmou que Washington estaria preparando um ataque terrestre, apesar das iniciativas diplomáticas em curso.

Para entender o contexto geopolítico da região, leia também sobre o papel estratégico do Estreito de Ormuz e os impactos globais de conflitos no geopolítica.

(Com AFP)


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