Governo israelense aprova investimento bilionário para modernizar frota de caças
O Ministério da Defesa de Israel anunciou, neste domingo (14), a aprovação definitiva para a aquisição de duas novas esquadrilhas de caças avançados F-35 e F-15IA, fabricados respectivamente pela Lockheed Martin e Boeing, em um acordo avaliado em dezenas de bilhões de dólares. A decisão marca a primeira fase de um ambicioso plano orçamentário de 350 bilhões de shekels (aproximadamente US$ 119 bilhões), destinado a reforçar as capacidades militares do país e preparar as Forças Armadas para um cenário de segurança cada vez mais complexo na próxima década.
Segundo comunicado oficial, a aprovação foi concedida pela Comissão Ministerial de Compras de Defesa, que destacou a necessidade de antecipar investimentos estratégicos diante de um “período exigente para a segurança israelense”. O diretor-geral do Ministério da Defesa, Amir Baram, enfatizou que, além das demandas imediatas de guerra, o país deve garantir sua superioridade militar no longo prazo. “Temos a responsabilidade de agir agora para assegurar a vantagem estratégica de Israel daqui a dez anos e além”, declarou Baram, em referência ao crescente protagonismo do Irã no cenário regional e às recentes hostilidades entre as duas nações.
A aquisição inclui a compra de uma quarta esquadrilha de F-35 — aeronave de quinta geração conhecida por sua capacidade stealth e sistemas de guerra eletrônica — e uma segunda esquadrilha de F-15IA, versão modernizada do clássico caça-bombardeiro Boeing, projetada para operações de alta performance. Em dezembro do ano passado, a Boeing já havia firmado um contrato de US$ 8,6 bilhões com Israel para a entrega de 25 F-15IA, com opção para mais 25 unidades. O acordo atual amplia esse escopo, consolidando a parceria entre os dois países no setor de defesa.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, celebrou a medida como um marco para a segurança nacional, afirmando que o investimento “reforça a superioridade aérea de Israel — uma vantagem comprovada nos conflitos recentes, como a operação ‘Am KeLavi’ [guerra de 12 dias contra o Irã] e a atual ‘Shaagat Ha’ [referência a operações em andamento]”. Analistas militares destacam que a decisão reflete não apenas uma resposta às ameaças imediatas, mas também uma estratégia de dissuasão contra possíveis agressões futuras, em um contexto de crescente instabilidade no Oriente Médio.
Os próximos passos envolvem a finalização dos acordos com o governo e as forças armadas dos Estados Unidos, processo que deve incluir negociações sobre financiamento, transferência de tecnologia e cronograma de entregas. Especialistas apontam que, embora o valor total do programa seja recorde, ele se justifica pela necessidade de manter Israel na vanguarda tecnológica militar, especialmente diante da evolução dos arsenais iranianos e do apoio russo ao regime de Teerã.
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