Vereador afirma que a capital recebeu 6% dos R$ 866,3 milhões empenhados entre 2023 e 2024
Levantamento sobre os repasses
Goiânia recebeu R$ 51,8 milhões em emendas parlamentares estaduais entre 2023 e 2024, segundo levantamento apresentado pelo vereador Lucas Kitão (Mobiliza). O montante corresponde a aproximadamente 6% dos R$ 866,3 milhões empenhados pelos 41 deputados estaduais no período.
A análise foi feita com base em informações disponíveis no Portal da Transparência do Estado de Goiás, consolidadas até julho. De acordo com Kitão, a participação destinada à capital ficou 14,3% abaixo da proporção que o município representa na população estadual, conforme os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O vereador está no terceiro mandato consecutivo na Câmara Municipal de Goiânia e se apresenta como candidato a deputado estadual pela capital e pelos municípios da Região Metropolitana de Goiânia (RMG). 1171
Região Metropolitana também é afetada
Na avaliação de Kitão, a disparidade não se limita a Goiânia. Os 21 municípios que integram a Região Metropolitana reúnem cerca de 37% da população de Goiás, mas receberam, juntos, 20,2% dos recursos empenhados no intervalo analisado.
O valor destinado ao conjunto dos municípios foi de R$ 175,2 milhões. Segundo o parlamentar, a quantia ficou abaixo da participação demográfica da região e evidencia uma distribuição que, em sua avaliação, não acompanha as necessidades da população.
“Recebemos menos do que a metade do que representamos e quero mudar isso, priorizando os nossos municípios na Alego”, afirmou o candidato.
Percentuais variaram entre os anos
A consulta realizada pela equipe do vereador aponta que Goiânia recebeu 4% das emendas estaduais em 2023. No ano seguinte, a participação subiu para 7,3%, em um período que coincidiu com duas legislaturas diferentes na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).
Mesmo com a variação anual, Kitão considera que a média do biênio permanece incompatível com o peso político e populacional da capital.
Em 2022, 11 deputados estaduais eleitos declaravam ter atuação ou base política nos municípios da Região Metropolitana. O grupo correspondia a aproximadamente 25% dos integrantes da Assembleia.
“A conta não bate. Porque estamos recebendo cerca de 6% dos recursos das emendas impositivas, mesmo representando um quarto de todo o Estado”, acrescentou.
Saúde e infraestrutura são desafios
Com aproximadamente 2,6 milhões de habitantes, a Região Metropolitana concentra demandas consideradas prioritárias pelo vereador, especialmente nas áreas de saúde, educação e infraestrutura.
Goiânia recebe pacientes de diferentes partes do Estado para tratamentos de média e alta complexidade. Na avaliação de Kitão, esse atendimento amplia a pressão sobre a rede pública e exige maior participação financeira e política dos representantes estaduais.
A região também enfrenta desafios relacionados à habitação, ao saneamento, à mobilidade urbana e à expansão das cidades. Para o parlamentar, os recursos das emendas deveriam ser direcionados de forma mais consistente para projetos capazes de reduzir esses gargalos.
“Por isso, as emendas dos deputados de Goiânia e região precisam chegar aos nossos municípios, para ajudar as prefeituras que estão aqui. Isso precisa ser prioridade”, pontuou.
Candidatura mira representação regional
Em seu terceiro mandato na Câmara de Goiânia, Kitão afirma que decidiu disputar uma cadeira na Alego para ampliar a defesa dos interesses da capital e das cidades vizinhas.
O parlamentar sustenta que a população da Região Metropolitana precisa eleger representantes comprometidos com demandas locais e com a destinação proporcional de recursos públicos. A pauta das emendas é apresentada por ele como uma das principais bandeiras da campanha.
“Não adianta o deputado ganhar a eleição com votos dessa população se prefere investir em cidades menores. Precisamos de defensores que invistam onde estão os maiores problemas, na Capital. Precisamos destinar estes recursos, para trazer investimentos importantes para resolver nossos problemas na saúde, educação, mobilidade, infraestrutura e urbanização. É fundamental”, concluiu.
Defesa de maior equilíbrio
Kitão afirma que a cobrança por mais recursos para Goiânia e a Região Metropolitana não significa retirar investimentos de outras cidades. Segundo ele, o objetivo é buscar uma distribuição que considere a população, a demanda por serviços e a concentração dos principais equipamentos públicos.




