A atriz Meryl Streep, 76 anos, consolidou um dos maiores contratos da indústria cinematográfica ao firmar acordo milionário para reprisar o papel de Miranda Priestly em O Diabo Veste Prada 2
Segundo reportagem exclusiva da Variety, a estrela norte-americana receberá R$ 61,4 milhões pelo retorno à personagem que a consagrou no cinema, um valor que supera em mais de 300% a média de remuneração de atores seniores em produções de grande porte nos últimos cinco anos.
O contrato, negociado nos últimos seis meses, inclui cláusulas de bônus por performance e participação em bilheteria, alinhando-se às práticas recentes da indústria para atrair nomes de peso em franquias estabelecidas. Streep, já detentora de três prêmios Oscar, tornou-se símbolo de poder de barganha no setor, impulsionando não apenas sua própria remuneração, mas também as exigências de suas colegas de elenco para a continuação.
Elenco unido exige roteiro e presença do quarteto original
Em declarações à revista People, Anne Hathaway e Emily Blunt, coestrelas do longa original de 2006, revelaram que condicionaram sua participação a dois requisitos fundamentais: a elaboração de um “roteiro à altura do legado” e a presença integral do quarteto protagonista — composto ainda por Streep, Hathaway (como Andy Sachs) e Blunt (como Emily Charlton), além de Stanley Tucci (Nigel Kipling). “É indispensável mantermos a essência que fez do primeiro filme um sucesso. Qualquer desvio comprometeria não só o projeto, mas a memória do público”, afirmou Hathaway em comunicado oficial.
A pressão por qualidade e coesão artística reflete uma tendência crescente em Hollywood, onde franquias como O Senhor dos Anéis e Harry Potter foram reavivadas com sucesso após garantir a participação de seus elencos originais. No caso de O Diabo Veste Prada, a dinâmica entre Streep e Hathaway — já consagrada em premiações como o Globo de Ouro — é apontada como um dos principais atrativos comerciais da sequência.
Faturamento global impulsiona negociações
Lançado em 30 de abril, O Diabo Veste Prada 2 já acumula R$ 1,47 bilhão em bilheterias mundiais, segundo dados da Box Office Mojo, superando as expectativas iniciais do estúdio. O desempenho financeiro, aliado ao fenômeno cultural da franquia — que inclui uma linha de roupas inspiradas na personagem de Streep e memes virais sobre o comportamento de Miranda Priestly — justifica os investimentos vultosos em remuneração e marketing.
A continuação, dirigida por David Frankel (mesmo diretor do original), explora a evolução da indústria da moda e os desafios de uma nova geração de profissionais em um mercado dominado por redes sociais. Contudo, críticos e fãs aguardam para ver se a trama conseguirá replicar a química entre os personagens originais, especialmente após a saída de Stanley Tucci do projeto em 2023 — seu retorno foi negociado apenas após garantias de roteiro e orçamento.
Contexto histórico: de personagem fictícia ao símbolo de poder
Miranda Priestly, criada pela escritora Lauren Weisberger e imortalizada por Streep no cinema, transcendeu sua origem literária para se tornar um ícone de autoridade e estilo. A personagem, inspirada em editoras-chefe de revistas como a Vogue, representou a pressão do mundo da moda sobre as mulheres na década de 2000, tema que ressoa até hoje em debates sobre assédio no ambiente profissional.
A volta de Miranda Priestly ao cinema não é apenas um fenômeno comercial, mas também um reflexo da nostalgia que permeia a indústria. Franquias como Sex and the City e Jurassic Park já exploraram essa estratégia, com resultados mistos. No entanto, o caso de O Diabo Veste Prada se diferencia pela combinação de talento consolidado (Streep), legado cultural (o livro e o primeiro filme) e um roteiro que promete atualizar discussões sobre carreira e feminismo no século XXI.
Desdobramentos e futuro da franquia
O sucesso comercial de O Diabo Veste Prada 2 já acendeu discussões sobre um eventual terceiro capítulo, com especulações envolvendo até mesmo a participação de Simon Baker (Christian Thompson no primeiro filme). Além disso, a repercussão positiva do acordo de Streep pode pressionar outros estúdios a reverem seus contratos, especialmente para atores com mais de 70 anos — um segmento historicamente subvalorizado na indústria.
Por ora, as atenções se voltam para a recepção crítica da sequência, que estreia com 78% de aprovação no agregador Rotten Tomatoes, mas enfrenta críticas por sua abordagem considerada “conservadora” em relação às mudanças sociais recentes. Independentemente disso, o retorno de Miranda Priestly ao cinema já entrou para a história como um marco de poder de negociação e estratégia de marketing, reafirmando o papel de Streep não apenas como atriz, mas como uma das figuras mais influentes de Hollywood.
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