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Mulheres japonesas ampliam apelo por divisão igualitária de tarefas domésticas após Copa do Mundo

Redação
19 de junho de 2026 às 08:11
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Mulheres japonesas ampliam apelo por divisão igualitária de tarefas domésticas após Copa do Mundo

© Getty

Desigualdade estrutural no Japão: mulheres acumulam jornadas invisíveis

Dados oficiais do governo japonês, compilados em 2021, expõem uma realidade persistente nas famílias com dupla renda e filhos pequenos: enquanto as mulheres empreendem jornadas domésticas superiores a sete horas diárias, seus parceiros limitam-se a menos de duas horas semanais dedicadas aos mesmos afazeres. A lacuna, que ultrapassa 150% no tempo gasto, reflete um padrão cultural que, embora questionado por torcedoras na Copa do Mundo de 2026, mantém-se como norma não escrita na sociedade nipônica.

Campanha das torcedoras na Copa 2026: eco global contra o machismo doméstico

Durante a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2026, torcedoras japonesas promoveram uma campanha viral sob a hashtag #DoItAtHomeToo, instando homens a assumirem responsabilidades domésticas. O movimento, impulsionado por imagens de voluntárias limpando estádios, contrastou com a ausência de figuras masculinas em tarefas similares no âmbito privado, reacendendo debates sobre a partilha de responsabilidades no Japão — onde, segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), as mulheres ainda realizam 50% mais trabalho não remunerado do que os homens.

Consequências econômicas e sociais da divisão desigual

A disparidade afeta diretamente a participação feminina no mercado de trabalho japonês, onde 68% das mulheres com filhos menores de seis anos abandonam empregos formais para dedicar-se ao lar — segundo relatório do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar de 2025. Especialistas alertam que, sem mudanças estruturais, o Japão enfrentará um colapso demográfico até 2035, agravado pela relutância masculina em dividir tarefas domésticas, conforme identificado em estudos da Universidade de Tóquio (2024).

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