Abalos sísmicos ocorreram em alto-mar e foram monitorados pela Rede Sismográfica Brasileira e pelo Centro de Sismologia da USP; especialistas descartam riscos à população
Sequência de tremores foi registrada na costa fluminense
Uma sequência de oito tremores de terra de baixa magnitude foi registrada entre os dias 26 e 29 de junho na costa do estado do Rio de Janeiro. Os abalos ocorreram em alto-mar, a aproximadamente 75 quilômetros do município de Saquarema, na Região dos Lagos, e foram monitorados pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), com análises realizadas pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).
Os primeiros registros aconteceram em um intervalo inferior a 13 horas, chamando a atenção dos pesquisadores pelo número de ocorrências concentradas em um curto período.
Apesar da atividade sísmica, não houve registro de danos materiais nem relatos de moradores que tenham percebido os tremores.
Especialistas afirmam que fenômeno é considerado comum
De acordo com os especialistas, esse tipo de atividade sísmica faz parte da dinâmica natural da margem continental brasileira e ocorre com relativa frequência na costa sudeste do país.
Por apresentarem baixa magnitude e ocorrerem em alto-mar, esses eventos normalmente não oferecem riscos à população nem provocam impactos nas cidades litorâneas.
Cronologia dos abalos sísmicos
Segundo os registros da Rede Sismográfica Brasileira, os tremores ocorreram nos seguintes dias e horários (horário de Brasília):
- 26 de junho – 08h58: magnitude 2,5;
- 26 de junho – 12h15: magnitude 2,1;
- 26 de junho – 12h18: magnitude 1,7;
- 26 de junho – 13h00: magnitude 2,1;
- 26 de junho – 21h23: magnitude 1,5;
- 28 de junho – 21h27: magnitude 2,2;
- 29 de junho – 19h09: magnitude 1,6;
- 29 de junho – 21h21: magnitude 1,2.
Todos os eventos foram registrados na margem continental do estado do Rio de Janeiro, sem qualquer ocorrência de danos ou necessidade de medidas emergenciais.
Outras sequências de tremores já ocorreram neste ano
Esta não é a primeira vez que uma série de pequenos terremotos é identificada na costa fluminense em 2026.
Entre os dias 21 e 22 de maio, outra sequência de abalos foi registrada nas proximidades do litoral de Maricá. Na ocasião, o maior tremor atingiu magnitude 3,3.
Na mesma data, também foi registrado um tremor de magnitude 2,8 no município de Gurupi, no Tocantins. O evento ocorreu às 0h42 e, assim como os demais registros recentes, não foi percebido pela população nem provocou danos.
Monitoramento ajuda a compreender a dinâmica da crosta terrestre
Embora apresentem baixa intensidade, os tremores registrados no litoral do Rio de Janeiro contribuem para o monitoramento da atividade geológica brasileira e para o avanço dos estudos sobre o comportamento da crosta terrestre.
Os especialistas ressaltam que fenômenos desse tipo fazem parte dos processos naturais do planeta e continuam sendo acompanhados de forma permanente por instituições responsáveis pelo monitoramento sísmico no país.
O acompanhamento contínuo permite ampliar o conhecimento sobre a atividade tectônica na margem continental brasileira e aperfeiçoar os sistemas de registro e análise de eventos sísmicos, mesmo quando eles não representam risco para a população.
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