A decisão de Israel de ampliar as ofensivas no Líbano — contrariando um cessar-fogo anunciado em abril — elevou o temor de uma crise energética prolongada
A escalada militar no Oriente Médio impulsionou os contratos futuros do petróleo nesta segunda-feira (1º de junho de 2026). O Brent, referência internacional, registrou alta de 2,45%, fechando a US$ 93,35 por barril, enquanto o WTI, padrão nos EUA, subiu 2,8%, atingindo US$ 89,78.
Netanyahu ordena expansão das operações despite cessar-fogo frágil
Na noite de domingo (31 de maio de 2026), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou em conjunto com o ministro da Defesa, Yisrael Katz, a expansão das operações das Forças de Defesa de Israel (IDF) no território libanês. “Junto com o ministro da Defesa, instruí as IDF a expandir a manobra no Líbano”, declarou Netanyahu. A medida ocorre apesar do acordo de cessar-fogo estabelecido em abril, que já se mostrava instável devido às tensões recorrentes.
Washington e Teerã mantêm impasse enquanto violência escalona
A decisão israelense surge após negociações mediadas pelos EUA entre Israel e Líbano, realizadas em Washington na sexta-feira (29 de maio de 2026). Contudo, a escalada militar reduziu as expectativas de um acordo próximo entre Washington e Teerã, cujas relações permanecem em ponto morto. O avanço das hostilidades no Líbano reacende o risco de um conflito regional mais amplo, com potencial de impactar diretamente os mercados de energia.
Analistas alertam que uma intensificação das hostilidades poderia interromper o fluxo de petróleo do Golfo Pérsico, principal fornecedor global. “Qualquer desestabilização adicional na região tem potencial de causar choques nos preços, especialmente em um contexto de demanda ainda ajustada pós-pandemia”, afirmou o economista-chefe da consultoria Energy Insights.




