Secretaria de Saúde orienta atualização vacinal e aplicação de “dose zero” em crianças para mitigar riscos de importação do vírus
Alerta epidemiológico e cenário internacional
A proximidade da Copa do Mundo FIFA 2026 motivou a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia a emitir um comunicado oficial direcionado aos torcedores que planejam se deslocar para os Estados Unidos, México e Canadá. O alerta sanitário baseia-se no fato de que as três nações organizadoras do torneio enfrentam surtos ativos e transmissão comunitária do sarampo, o que elevou a classificação de risco da Região das Américas para o patamar de “muito alto”.
A estratégia do Executivo visa impedir que o fluxo migratório decorrente do evento esportivo resulte na reintrodução do vírus em território nacional. Atualmente, a capital goiana mantém um histórico positivo, sem notificações confirmadas da enfermidade desde o ano de 2019.
Metas de cobertura e diretrizes por faixa etária
A imunização é disponibilizada de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da vacina tríplice viral — que também confere proteção contra a caxumba e a rubéola — em 63 salas de vacinação distribuídas pela capital. Os índices de cobertura locais geram preocupação nas autoridades: a aplicação da primeira dose em crianças menores de dois anos atinge 84,85%, enquanto o reforço atinge 67%, patamares distantes da meta de 95% preconizada pelo Ministério da Saúde.
O protocolo de imunização para o deslocamento internacional varia conforme a idade do cidadão:
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De 12 meses a 29 anos: É necessária a comprovação de duas doses regulares no histórico vacinal.
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De 30 a 59 anos: Exige-se o registro de pelo menos uma dose na caderneta.
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De 6 a 11 meses (Dose Zero): Lactentes nesta faixa etária que viajarão para o exterior devem receber uma dose antecipada, idealmente com antecedência mínima de 15 dias do embarque, para viabilizar a resposta imunológica.
Especificidades da proteção infantil e vigilância médica
A administração municipal esclarece que a dose recomendada aos bebês atua como barreira temporária de segurança. “Essa dose é indicada para proteger bebês que ainda não chegaram à idade prevista para iniciar o esquema regular de vacinação, mas que estarão expostos a áreas com transmissão ativa do sarampo. É uma medida importante de proteção individual e coletiva”, explicou a gerente de Imunização da SMS, Nayara Ferreira.
A especialista adverte que a medida emergencial não anula o cronograma subsequente da criança. “A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir o sarampo e evitar a reintrodução da doença no Brasil. Por isso, é fundamental que os viajantes procurem as unidades de saúde e verifiquem a situação vacinal antes do embarque”, complementou a gerente.
A SMS orienta que os passageiros monitorem o surgimento de manifestações clínicas características, tais como coriza, febre, manchas avermelhadas na pele, tosse e conjuntivite, tanto no período de estadia quanto no retorno ao país. Diante de qualquer suspeita, o paciente deve buscar auxílio médico imediato e relatar o histórico de trânsito internacional.




