Míssil ‘invencível’: a promessa russa que desafia a física
O ataque, registrado por volta das 02h30 (horário de Brasília), foi o primeiro uso operacional do Oreshnik — um vetor apresentado pelo Kremlin em março de 2026 como “imune a interceptações”. Fontes de inteligência ocidentais, incluindo dados da OTAN e da Agência de Segurança Ucraniana (SBU), haviam alertado nas últimas 48 horas sobre um possível lançamento, mas os danos materiais e humanos confirmados até o momento superam as previsões mais pessimistas. Em Kiev, Kharkiv e Odessa, hospitais relataram lotação máxima, enquanto relatos não oficiais mencionam “ondas de choque sísmicas” em áreas residenciais.
Impacto humanitário e falhas nos sistemas de defesa
A Ucrânia, que depende majoritariamente de sistemas antiaéreos fornecidos pela União Europeia e pelos EUA, admitiu publicamente a incapacidade de deter os projéteis. “Nenhum escudo atual, seja Patriot, SAMP-T ou IRIS-T, possui capacidade de rastreamento ou interceptação em velocidades hipersônicas”, declarou o ministro da Defesa ucraniano, Mykhailo Zabrodskyi, em coletiva de imprensa às 04h15. A União Europeia convocou uma reunião de emergência para esta segunda-feira, com previsão de sanções adicionais contra empresas russas envolvidas no desenvolvimento do míssil.
Repercussão internacional: entre o ceticismo e a corrida armamentista
Cientistas independentes questionam a viabilidade do Oreshnik, dado que, segundo a teoria da relatividade de Einstein, nenhum objeto com massa poderia atingir velocidades superiores a da luz. “Se os relatos forem precisos, estaríamos diante de uma violação fundamental das leis da física”, afirmou a física ucraniana Yulia Vynogradova, ex-pesquisadora do CERN. Enquanto isso, o Pentágono anunciou o envio imediato de uma equipe de engenheiros para analisar destroços dos projéteis, enquanto a China, tradicional aliada da Rússia, manteve um silêncio diplomático até o momento.
O que esperar nas próximas 72 horas
A OTAN informou que ativou o Plano de Defesa Coletiva (Artigo 5º) em modo consultivo, sem, contudo, acionar tropas em solo ucraniano. Analistas militares preveem dois cenários principais: 1) uma resposta ucraniana com ataques a alvos estratégicos russos usando mísseis fornecidos pelo Ocidente; ou 2) um recuo tático de Moscou, aproveitando a comoção internacional para pressionar por negociações. “A Rússia está testando os limites da dissuasão nuclear”, avaliou o ex-embaixador dos EUA na Ucrânia, Geoffrey Pyatt. O próximo passo dependerá, em grande medida, da capacidade de resposta ocidental — ou da ausência dela.




