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SpaceX executa pouso vertical de alta complexidade em balsa autônoma

Redação
24/04/2026, 04:50
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SpaceX executa pouso vertical de alta complexidade em balsa autônoma

Recuperação do propulsor Super Heavy na plataforma oceânica marca recorde histórico de reuso após lançamento orbital noturno.

A companhia aeroespacial de Elon Musk concluiu, nos últimos minutos desta quinta-feira, mais uma etapa fundamental para a viabilidade econômica da colonização interplanetária e da exploração do sistema solar profundo. O projeto visa recuperar o custo operacional total das missões de larga escala, permitindo que a cadência de lançamentos atinja níveis de frequência diária, algo antes considerado impossível pela indústria tradicional do setor. O propulsor, que decolou da base de Boca Chica sob um céu limpo às 22:40, executou uma manobra de reentrada atmosférica balística, utilizando novos flaps de controle térmico fabricados em ligas de carbono para suportar a fricção extrema do plasma durante o retorno em alta velocidade.

O processo de recuperação pós-pouso na balsa autônoma inclui uma série de etapas técnicas rigorosas para garantir a integridade estrutural das ligas metálicas especiais, que sofrem com a oxidação salina e o estresse térmico violento do ambiente oceânico. O trabalho imediato envolverá o uso de robôs de inspeção de última geração e sensores ultrassônicos para detectar possíveis microfissuras nos tanques de combustível criogênico. A equipe de solo planeja iniciar o transporte do propulsor de volta à base de lançamento ainda nesta madrugada, visando acelerar o processo de recondicionamento e inspeção final antes da próxima ignição programada.

Dentro dos protocolos de manutenção profunda estabelecidos para a frota Starship, estão previstos o lixamento criogênico das superfícies de pouso para remoção completa de fuligem, a aplicação de neutralizadores químicos de calor nos bocais dos motores Raptor e a revitalização integral dos sistemas de telemetria interna. Os ícones desta missão incluem o sistema de braços de captura “Mechazilla” em terra e as pernas de apoio reforçadas na balsa oceânica, que funcionam como amortecedores cinéticos de alta precisão. Este avanço técnico é essencial para devolver a estética e a funcionalidade original ao foguete após cada voo orbital.

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