A mais recente pesquisa BTG/Nexus, publicada na manhã desta segunda-feira (27), escancara a fragilidade do favoritismo de Lula (PT) no momento em que o governo brasileiro enfrenta as primeiras consequências do tarifaço imposto pelos Estados Unidos — medida que entrou em vigor no mesmo dia. No primeiro turno, o presidente mantém uma liderança de 42% das intenções de voto, nove pontos à frente de Flávio Bolsonaro (PL), que registra 33%. Embora a vantagem petista tenha crescido dois pontos em relação ao levantamento anterior, realizado há duas semanas, o recuo de um ponto do candidato bolsonarista sinaliza uma queda na intenção de voto consolidada.
Zema, Caiado e Renan Santos disputam o terceiro lugar
O vice-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), aparece com 3% das intenções de voto, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) registram 6% e 5%, respectivamente. Augusto Cury (Avante) e Cabo Daciolo (Mobiliza) completam a lista com 2% e 1%, enquanto 6% dos eleitores declaram intenção de votar em branco, nulo ou não sabem responder.
Segundo turno: empate técnico entre Flávio, Zema e Caiado
No cenário de segundo turno, a polarização se transforma. Lula, que no primeiro turno lidera com folga, vê sua vantagem evaporar nas simulações contra os principais adversários. Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem em empate técnico, com margens de erro dentro do intervalo estatístico. A pesquisa também revela que a percepção sobre o tarifaço dos EUA — e a quem atribuir a culpa pela medida — divide o eleitorado, com parte significativa associando o impacto econômico ao governo atual.
Tarifaço redefine agenda econômica e eleitoral
O novo cenário econômico, marcado pela entrada em vigor do tarifaço americano, reconfigura não apenas a pauta de campanha, mas também a estratégia dos principais candidatos. Enquanto Lula tenta capitalizar a resistência à medida, Flávio Bolsonaro busca vincular o aumento de preços à política externa do governo petista. Paralelamente, candidatos como Zema e Caiado exploram o espaço deixado pela indefinição dos eleitores em relação às consequências do conflito comercial, que já afeta setores-chave da economia brasileira.




