Tremor teve epicentro em Alhendín, provocou danos em imóveis e levou moradores a deixar prédios às pressas
Um terremoto de magnitude 4,8 atingiu a região de Granada, no sul da Espanha, na manhã desta terça-feira (18), provocando rachaduras em paredes, queda de destroços e danos em veículos. Três pessoas sofreram ferimentos leves, segundo as autoridades locais. O episódio ocorreu poucos dias depois de outro tremor, de magnitude 5,0, atingir a mesma área.
De acordo com o Instituto Geográfico Nacional da Espanha, o abalo sísmico foi registrado por volta das 10h38 no horário local (8h38 GMT), com epicentro localizado em Alhendín, município situado a cerca de 10 quilômetros ao sul de Granada.
O terremoto desta terça-feira foi o mais intenso entre uma sequência de tremores registrados na região durante a manhã. O impacto provocou apreensão entre os moradores, que deixaram edifícios rapidamente e buscaram abrigo nas ruas.
Antonio Sanz, principal autoridade responsável pela área de emergências da Andaluzia, informou que três pessoas ficaram levemente feridas. Entre elas estava uma menina, que precisou ser encaminhada para um hospital.
Os serviços de emergência contabilizaram mais de 500 chamadas relacionadas ao terremoto. Os relatos incluíam rachaduras em construções, queda de materiais e outros danos. Cerca de 12 solicitações envolveram atendimento médico, sendo que a maior parte estava associada a crises de ansiedade provocadas pelo medo.
Tremor provoca correria e danos em Granada
Registros compartilhados nas redes sociais mostraram partes de estruturas espalhadas pelas ruas e veículos atingidos por destroços. Granada, conhecida pelo patrimônio histórico e pelo fluxo de turistas, foi uma das áreas onde os efeitos do terremoto foram mais percebidos.
“Tudo veio abaixo. Foi aterrorizante”, escreveu no X Cristina Ruiz Lopez, funcionária de um laboratório que estava em um supermercado de Granada no momento do tremor.
Na cidade de La Zubia, aproximadamente cinco quilômetros a sudeste de Granada, moradores também relataram danos. Toni Quinones, assistente social, afirmou que equipes dos bombeiros permaneceram mobilizadas na região.
“Além das rachaduras e de outros danos, as chaminés estão caindo, causando danos mais graves”, escreveu ela no X.
Alhambra passa por inspeção após terremoto
O complexo da Alhambra, um dos principais pontos turísticos de Granada e um dos mais importantes exemplares da arquitetura islâmica medieval, também foi submetido a uma inspeção após o tremor.
Equipes de conservação e especialistas avaliaram as estruturas do monumento, reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO. O conjunto histórico foi construído sobre uma área que abrigou a sede do último reino muçulmano da Península Ibérica.
A Alcazaba, fortificação considerada a área mais antiga do complexo, foi evacuada depois do terremoto. O acesso aos Palácios Nasridas também foi interrompido temporariamente, conforme comunicado divulgado pela administração do local no X.
Prefeitura adota medidas preventivas
Em Granada, a prefeitura determinou o fechamento dos prédios municipais como medida de segurança. A restrição não atingiu instalações responsáveis por serviços essenciais e atendimentos de emergência.
A prefeita Marifran Carazo recomendou que a população permanecesse em casa e reforçou a necessidade de cuidados diante da possibilidade de novos abalos.
A prefeita de Granada, Marifran Carazo, pediu que as pessoas permanecessem em casa e que, “acima de tudo, se houver outro tremor, evitem sair e permanecer ao lado dos edifícios”.
“Sei da angústia que vivemos esta manhã, especialmente entre nossos idosos e crianças pequenas, que nunca haviam passado por uma situação como essa.”
Região já havia registrado terremoto de magnitude 5,0
O novo abalo ocorre apenas alguns dias após um terremoto de magnitude 5,0 atingir Granada pouco depois da 1h da madrugada de sábado. O tremor acordou moradores e também provocou danos em algumas construções.
Na ocasião, não houve registro de pessoas feridas. Uma das possíveis razões apontadas para a ausência de vítimas é o horário do terremoto, quando havia menos pessoas circulando pelas ruas.
A sequência de atividades sísmicas mantém as autoridades em alerta. Juan Manuel Moreno, chefe do governo regional da Andaluzia, afirmou que novos movimentos podem ocorrer.
“Especialistas apontam que é possível que os movimentos sísmicos e as réplicas continuem na região”, escreveu no X o chefe do governo regional, Juan Manuel Moreno, pedindo “máxima cautela”.
Com AFP




