O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou durante reunião privada com o rei Charles III, em 27 de abril, uma postura favorável à transição dinástica na monarquia britânica, segundo relato do biógrafo real Robert Hardman. O encontro, realizado no Salão Oval da Casa Branca, ocorreu no âmbito da visita de Estado do monarca ao país, que se estendeu por quatro dias. Hardman, autor de recente biografia sobre a rainha Elizabeth II, entregou ao líder norte-americano um exemplar de sua obra, que foi prontamente analisado por Trump, segundo o relato do escritor.
Conforme depoimento de Hardman ao Daily Mail, o presidente demonstrou entusiasmo ao comentar a visita do rei, questionando o biógrafo sobre a qualidade do trabalho desenvolvido. “Fizemos um bom trabalho com o rei, não é?”, teria indagado Trump, segundo Hardman. A interação sugere um grau de envolvimento do governante norte-americano com os assuntos da Coroa britânica, ainda que em caráter informal.
Elogios à sucessão real e críticas implícitas ao casal Sussex
Em meio a elogios ao rei Charles III e à rainha Camilla, Trump teria externado forte admiração pelo príncipe William e pela princesa Kate Middleton, herdeiros diretos do trono britânico. “Ele será um bom rei”, afirmou o presidente, segundo Hardman, destacando a postura do primogênito de Charles. A “admiração visível” de Trump pela princesa Kate também foi registrada pelo biógrafo, que descreveu os comentários do líder como elogiosos. “Ela está ótima. Ela estava doente, as pessoas disseram coisas absurdas sobre ela e ela foi muito corajosa”, teria declarado o presidente, em referência a especulações sobre a saúde da princesa.
No entanto, as opiniões de Trump sobre o duque e a duquesa de Sussex, príncipe Harry e Meghan Markle, não seguiram o mesmo tom. Segundo Hardman, o presidente teria sugerido que é “improvável” que Harry retome laços próximos com a família real britânica, embora não tenha detalhado os motivos de tal avaliação. A ausência de menções elogiosas ao casal contrasta com o tom adotado em relação ao futuro rei William e à princesa Kate.
Dinâmica diplomática e interesses estratégicos
A visita de Estado de Charles III aos Estados Unidos, ocorrida em um contexto de tensões geopolíticas, pode ter servido como oportunidade para Trump reforçar laços com a monarquia britânica, tradicional aliada dos EUA. A postura do presidente, ao expressar apoio à sucessão monárquica, sugere um alinhamento com os interesses da Coroa, ainda que em esfera não oficial. Especialistas em relações internacionais destacam que tais interações, embora simbólicas, podem influenciar a percepção pública sobre a estabilidade das instituições britânicas.
O relato de Hardman, embora baseado em fontes não identificadas, oferece um vislumbre das preferências políticas de Trump em relação à monarquia britânica. A ênfase em William e Kate, em detrimento de Harry e Meghan, reflete uma possível priorização de figuras alinhadas a uma imagem mais tradicional da realeza, em contraste com a postura mais controversa do casal Sussex. A ausência de declarações oficiais do governo norte-americano sobre o tema, no entanto, mantém o episódio em esfera de especulação diplomática.
Continue Lendo
O que você achou desta notícia?
Sua avaliação ajuda nossa redação a entregar o melhor conteúdo.




