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Anvisa aprova dois novos medicamentos biológicos: avanços no tratamento de doenças inflamatórias crônicas e respiratórias

Redação
11 de maio de 2026 às 21:17
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Anvisa aprova dois novos medicamentos biológicos: avanços no tratamento de doenças inflamatórias crônicas e respiratórias

Foto: agenciabrasil.ebc.com.br

Contexto regulatório e avanços terapêuticos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) consolidou, nesta segunda-feira (11), dois marcos relevantes no panorama farmacêutico brasileiro ao registrar medicamentos biológicos para condições de alta complexidade clínica. As aprovações do Yesintek (ustequinumabe biossimilar) e do Densurko (depemoquimabe) ampliam o arsenal terapêutico disponível para doenças inflamatórias crônicas e respiratórias, alinhando-se a tendências globais de incorporação de biossimilares e terapias inovadoras no Sistema Único de Saúde (SUS).

Yesintek: biossimilar para doenças autoimunes e intestinais

O Yesintek, desenvolvido pela empresa Bio-Tech, é um biossimilar ao Stelara (ustequinumabe de referência), cujo mecanismo de ação baseia-se na inibição da interleucina-12 e interleucina-23, citocinas centrais no processo inflamatório de doenças autoimunes. A Anvisa, por meio da via de desenvolvimento por comparabilidade, atestou que o produto mantém equivalência em segurança, eficácia e qualidade ao medicamento referência, reduzindo custos sem comprometer a eficácia terapêutica.

A aprovação abrange indicações para psoríase em placas moderada a grave em adultos e crianças acima de 6 anos, artrite psoriásica ativa, doença de Crohn em adultos com resposta inadequada a terapias convencionais, e colite ulcerativa. Para pacientes pediátricos com mais de 6 anos, o medicamento é indicado apenas para psoríase em placas. Segundo a Anvisa, “o tratamento é destinado a casos onde terapias como ciclosporina, metotrexato ou fototerapia não apresentaram resultados satisfatórios ou foram contraindicadas”, destacando a importância da inovação em saúde pública.

Doença de Crohn: nova esperança para casos refratários

A doença de Crohn, condição inflamatória crônica do trato gastrointestinal, afeta aproximadamente 1,5 milhão de pessoas nos Estados Unidos e cerca de 40 mil no Brasil, segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Coloproctologia. O Yesintek surge como alternativa para pacientes adultos com quadros moderados a graves que não respondem ao tratamento com anti-TNF-alfa — medicamentos imunobiológicos que bloqueiam o fator de necrose tumoral alfa, reduzindo inflamações. “A aprovação é especialmente relevante para pacientes intolerantes ou com contraindicações a terapias convencionais, oferecendo um perfil de segurança mais favorável em comparação a outras opções biológicas”, afirmou a Anvisa em comunicado oficial.

Densurko: inovação no tratamento de asma grave e rinossinusite

O segundo medicamento aprovado, Densurko (depemoquimabe), é um anticorpo monoclonal humanizado da classe das imunoglobulinas IgG1, projetado para inibir a interleucina-4 e interleucina-13, citocinas associadas à inflamação eosinofílica em doenças respiratórias. Apresentado em seringa preenchida ou caneta aplicadora, o Densurko é indicado como tratamento complementar para adultos com asma grave não controlada por corticoides inalatórios em altas doses e broncodilatadores de ação prolongada, além de rinossinusite crônica com pólipos nasais graves.

Dados clínicos apresentados à Anvisa demonstraram redução de até 50% nas exacerbações asmáticas em pacientes tratados com o medicamento, quando comparado a placebo. “Esta aprovação reforça a tendência de personalização do tratamento de doenças respiratórias, especialmente em casos onde terapias padrão não são suficientes”, destacou a agência reguladora.

Impacto no SUS e perspectivas futuras

A incorporação do Yesintek e do Densurko ao rol de medicamentos disponíveis no Brasil representa um avanço significativo na gestão de doenças crônicas, cujos custos terapêuticos muitas vezes inviabilizam o tratamento integral no setor público. Segundo a Confederação Nacional de Saúde (CNS), o gasto anual com medicamentos biológicos para doenças inflamatórias no SUS ultrapassa R$ 1,2 bilhão, sendo que biossimilares como o Yesintek podem reduzir esses custos em até 30%, sem prejuízo à eficácia.

Especialistas ouvidos pela ClickNews ressaltam que as aprovações da Anvisa refletem um movimento global de democratização do acesso a terapias biológicas. “A incorporação de biossimilares é uma estratégia-chave para ampliar a cobertura terapêutica, especialmente em doenças como a psoríase e a doença de Crohn, onde a resposta ao tratamento convencional é limitada”, afirmou o Dr. Ricardo Cunha, coordenador do Departamento de Dermatologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Desafios e próximos passos

Apesar dos avanços, especialistas alertam para a necessidade de monitoramento pós-comercialização dos medicamentos aprovados. A Anvisa anunciou que irá acompanhar dados de segurança e eficácia em larga escala, por meio do Sistema Nacional de Farmacovigilância. Além disso, a agência reforçou a importância da educação médica continuada para garantir o uso adequado dos novos tratamentos.

A próxima fase de análise da Anvisa inclui a avaliação de incorporação do Yesintek e do Densurko no SUS, processo que deve envolver a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Caso aprovados, os medicamentos poderão ser distribuídos gratuitamente a pacientes elegíveis, ampliando ainda mais o impacto positivo das recentes aprovações.

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