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BC isenta Banco Master de risco sistêmico: por que o monitoramento foi intensificado mesmo assim

Redação
21 de maio de 2026 às 14:29
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BC isenta Banco Master de risco sistêmico: por que o monitoramento foi intensificado mesmo assim

Foto: Nathalia Gimenes

Em meio a investigações sobre supostas fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, fez questão de esclarecer na última terça-feira (19) que a instituição não oferecia risco sistêmico ao mercado financeiro brasileiro. A declaração foi proferida durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, onde o chefe da autoridade monetária detalhou os motivos que levaram o BC a ampliar o monitoramento sobre a instituição comandada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

Galípolo desmente risco sistêmico: o que pesou na decisão do Banco Central

Segundo Galípolo, o Banco Master não representava uma ameaça ao sistema financeiro porque sua participação no mercado era inferior a 0,5%. Essa fatia reduzida, na avaliação da autoridade monetária, minimiza a possibilidade de um efeito dominó capaz de abalar outras instituições em caso de crise de liquidez. Em sua exposição aos senadores, o presidente do BC enfatizou que os problemas identificados estavam concentrados na gestão interna e na estrutura de captação do banco — uma dinâmica considerada individual, e não sistêmica.

Essa postura, no entanto, não eliminou a necessidade de vigilância. Galípolo destacou que o BC atua com base em dados concretos, e foi justamente a anomalia em operações recentes que acendeu os primeiros sinais de alerta. “O banco não se enquadra no perfil de risco sistêmico, mas isso não significa que suas práticas estejam isentas de questionamentos”, afirmou o presidente, em tom cauteloso.

O sinal vermelho que mudou o jogo: como o BC detectou irregularidades no Master

O principal indício que levou o Banco Central a intensificar o monitoramento do Master não foi o volume de suas operações, mas a direção oposta tomada pela instituição em meio a uma crise de liquidez. Galípolo descreveu aos parlamentares um cenário atípico: enquanto bancos em situação semelhante normalmente reduzem carteiras de investimento e vendem ativos para reforçar o caixa, o Master optou por criar novas carteiras mesmo enfrentando dificuldades financeiras.

“Se você tem um banco com dificuldade de liquidez, você não forma carteira. Se você está com dificuldade de dinheiro, você vende a carteira. Aí tudo bem, mas como é que você está vendendo uma carteira nova? Foi isso que chamou a atenção do BC imediatamente”, declarou Galípolo durante a audiência. A incoerência entre a situação financeira e a estratégia adotada pela instituição motivou a criação de um grupo específico de acompanhamento em janeiro de 2025, focado em analisar as novas carteiras formadas pelo Master.

Transparência ou omissão? O BC e a responsabilidade de fiscalizar

A fala de Galípolo ocorreu em um momento em que o Banco Central enfrenta cobranças por maior transparência em suas ações. Em resposta a críticas sobre a atuação da autoridade monetária em casos como o do Master, o presidente reforçou que o BC não atua como “palanque” político e que sua intervenção é guiada por critérios técnicos. “Nossa missão é garantir a estabilidade do sistema, e fazemos isso com base em evidências”, afirmou, em alusão indireta a questionamentos sobre a demora em agir em casos anteriores.

Para especialistas ouvidos pela ClickNews, a decisão do BC de classificar o Master como “não sistêmico” pode ser interpretada de duas formas: uma demonstração de que a autoridade monetária consegue separar casos pontuais de crises generalizadas, ou um sinal de que a fiscalização ainda enfrenta lacunas em detectar irregularidades antes que elas se tornem estruturais. independentemente do desfecho das investigações, uma coisa é certa: o caso reabre o debate sobre os limites da supervisão bancária no Brasil.

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