Tutora identificou o animal em cadastro de cães desaparecidos e viveu reencontro marcado pela emoção
Reconhecimento aconteceu em plataforma da prefeitura de Canoas
Após mais de dois anos desaparecido em decorrência das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024, o cachorro Tigre voltou para casa nesta quinta-feira (9). O reencontro foi possível depois que sua tutora, Giovana Menneman Machado, identificou o animal em uma lista de cães desaparecidos disponível no site da Prefeitura de Canoas, município localizado na Região Metropolitana de Porto Alegre.
O cão havia sido adotado pela família pouco antes da tragédia climática. Durante as operações de resgate realizadas no período das cheias, Tigre acabou sendo separado dos tutores e, desde então, seu paradeiro era desconhecido.
“Entrei no site da Secretaria para adotar um filhote e reconheci o olhar e as orelhinhas dele. O Tigre é um membro da nossa família e esse reencontro foi emocionante”, comemorou a tutora.
Animal constava em cadastro de cães disponíveis para adoção
Segundo informações da Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal de Canoas, responsável pelo acolhimento, identificação e divulgação dos animais resgatados durante a enchente, Tigre integrava a relação de animais desaparecidos que também estavam disponíveis para adoção.
A identificação ocorreu quando Giovana acessou a plataforma em busca de um novo filhote. Ao visualizar as fotografias cadastradas, reconheceu imediatamente as características do cachorro que havia desaparecido durante a enchente.
“Adotamos o Tigre pouco antes da enchente, depois de perdermos outro cachorro da família. Durante a enchente, ele foi resgatado e acabou se separando de nós. Passamos mais de um ano procurando por ele e nunca perdemos a esperança”, relata a tutora.
Enchentes mobilizaram estrutura para acolhimento de milhares de animais
As enchentes que devastaram diversas regiões do Rio Grande do Sul em maio de 2024 também provocaram uma grande operação de resgate de animais domésticos. Conforme dados do Governo do Estado, aproximadamente 20 mil animais permaneceram abrigados durante o período mais crítico da calamidade.
Em agosto daquele ano, o governo estadual lançou um programa voltado à adoção desses animais, além de disponibilizar uma plataforma destinada a reunir informações sobre animais desaparecidos e possíveis adotantes. O serviço, entretanto, foi posteriormente retirado do ar em cumprimento à legislação eleitoral.
Recursos foram destinados aos municípios atingidos pelas cheias
Para apoiar as ações de acolhimento e assistência aos animais afetados pelas enchentes, o Governo do Rio Grande do Sul destinou R$ 7,2 milhões aos 95 municípios que decretaram situação de calamidade pública.
Desse montante, R$ 5,6 milhões foram reservados para um auxílio mensal às prefeituras, calculado em R$ 188,85 por animal abrigado ou acolhido. Os recursos tiveram como finalidade custear despesas com alimentação, atendimento veterinário e aquisição de insumos necessários aos cuidados dos animais resgatados.




