Endividamento estagna mesmo com programa governamental
O Desenrola Brasil, lançado em maio de 2026, não conseguiu reverter a trajetória de endividamento das famílias brasileiras. Segundo dados do Banco Central atualizados até 31 de julho de 2026, a proporção da renda comprometida com dívidas permaneceu estável: 31,1% em maio, ante 31,2% em abril. Em maio de 2025, o índice era de 30,6%, enquanto o pico histórico foi registrado em janeiro de 2026, com 31,4%.
Impacto limitado do programa em dados macroeconômicos
A estabilidade dos números evidencia que o programa, mesmo com condições facilitadas para renegociação, não alterou significativamente o cenário de inadimplência. Quando analisados os compromissos financeiros totais — incluindo financiamentos imobiliários —, a parcela da renda dedicada a pagamentos atingiu 49,8% em maio, praticamente inalterada frente aos 49,9% de abril. Esses valores reforçam um padrão de endividamento que persiste há meses, independentemente de iniciativas governamentais.




