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EUA prendem ex-comandante do PCC no dia em que classificam facções como terroristas

Redação
16 de junho de 2026 às 07:04
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EUA prendem ex-comandante do PCC no dia em que classificam facções como terroristas

Departamento de Segurança Interna dos EUA

Prisão estratégica no mesmo dia da sanção terrorista

 

A prisão de Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla, alcunhado ‘Don’, ocorrida em 5 de junho de 2026, coincidiu com a entrada em vigor da designação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO) pelos Estados Unidos. Dell Aquilla, ex-comandante de ambas as facções, foi capturado em Mooresville, Carolina do Norte, após uma operação coordenada pelo ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas), conforme comunicado do Departamento de Segurança Interna (DHS) em 15 de junho.

Perfil criminal e contexto operacional

Segundo o DHS, Dell Aquilla atuava em atividades criminosas transnacionais, com envolvimento em tráfico de drogas e gestão de células operacionais do PCC e CV no território americano. Autoridades americanas destacaram que, durante a prisão, o suspeito mantinha sua esposa em cárcere privado, enquanto planejava uma fuga para o México. O réu possuía antecedentes criminais nos EUA e situação migratória irregular, agravando sua condição legal perante as cortes federais.

Impacto da designação FTO e desdobramentos

A inclusão das facções criminosas brasileiras na lista FTO, anunciada pelos EUA em 5 de junho, representa um marco na estratégia de combate ao crime organizado transnacional. A medida permite congelar ativos financeiros, restringir viagens e intensificar a cooperação judicial internacional. Para analistas, a prisão de Dell Aquilla reforça a eficácia da política, ao neutralizar um ator-chave no fluxo de recursos e operações das organizações. O PCC, considerado uma das maiores facções criminosas do mundo, já havia sido alvo de sanções similares pela União Europeia em 2023.

Reação brasileira e perspectivas

O Ministério da Justiça do Brasil não se pronunciou oficialmente sobre a prisão ou a designação FTO, mas fontes governamentais indicaram que analisam possíveis desdobramentos jurídicos. Especialistas em segurança pública avaliam que a medida americana pode pressionar o governo brasileiro a reforçar acordos de extradição e compartilhamento de inteligência com Washington, especialmente diante da crescente influência do PCC na América Latina.

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