Divisão no FOMC reforça viés hawkish
O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed) manteve, em decisão unificada, a taxa básica de juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, conforme amplamente antecipado pelo mercado. Contudo, o comunicado oficial destacou uma dissidência inédita desde junho: três dos onze membros votantes pleitearam uma alta imediata de 0,25 ponto percentual, evidenciando divergências internas sobre a trajetória da política monetária.
Risco inflacionário mantém porta aberta para novos ajustes
A decisão, publicada às 16h45 (horário de Brasília) de 29 de julho de 2026, sugere que o Fed permanece atento aos riscos de inflação, mesmo após meses de estabilidade relativa nos preços. Analistas interpretam a dissidência como um alerta de que, diante de eventual deterioração nos dados de inflação nos próximos meses, o comitê não hesitaria em retomar o ciclo de aperto monetário, interrompendo o atual hiato de estabilidade.
Comunicado mantém tom cauteloso, mas sinaliza flexibilidade
O texto da decisão reiterou o compromisso do Fed com a estabilidade de preços, mas também reconheceu a persistência de pressões inflacionárias, especialmente aquelas decorrentes de choques de oferta em setores-chave. Embora não tenha havido menção explícita a um cronograma para novos ajustes, a presença de dissidentes indica que a porta para uma alta em setembro ou novembro de 2026 permanece entreaberta, dependendo da evolução dos indicadores econômicos.




