Contexto histórico e metodologia da pesquisa
A pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 13 de maio de 2026, reflete um momento crítico na corrida presidencial brasileira, marcado pela polarização entre duas figuras históricas do cenário político nacional: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O estudo, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03598/2026, foi conduzido entre os dias 8 e 11 de maio, com uma amostra de 2.004 eleitores brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%, assegura a confiabilidade dos dados, enquanto o custo de R$ 433.255,92 — financiado pelo Banco Genial — reforça a seriedade do levantamento.
Rejeição eleitoral: Lula e Flávio Bolsonaro no topo da impopularidade
Os resultados indicam que Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, registra uma taxa de rejeição de 54% entre os eleitores brasileiros. Já o presidente Lula (PT) aparece com 53% de rejeição, consolidando ambos como os candidatos menos populares no atual cenário. A proximidade dos índices sugere um cenário de alta aversão ao establishment político, independentemente da sigla ou ideologia. Historicamente, a rejeição a figuras públicas tende a se acirrar em períodos pré-eleitorais, especialmente quando há uma percepção de desgaste governamental ou de polarização extrema.
Intenção de voto: Empate técnico no 2º turno e cenários alternativos
No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a pesquisa aponta um empate técnico: o presidente conta com 42% das intenções de voto, enquanto o senador do PL possui 41%. A diferença de 1 ponto percentual está dentro da margem de erro, o que inviabiliza qualquer projeção definitiva. Em abril, Flávio Bolsonaro havia superado Lula pela primeira vez em um cenário hipotético, enquanto em março ambos estavam tecnicamente empatados com 41%. Nos demais cenários testados pela Quaest, Lula aparece como vencedor contra Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), indicando uma vantagem relativa em comparação a outros possíveis adversários.
Evolução dos números e dinâmica da campanha eleitoral
A trajetória dos dados nos últimos meses revela uma disputa acirrada, com flutuações significativas na intenção de voto. Em março, ambos os candidatos estavam empatados em 41%, enquanto em abril Flávio Bolsonaro assumiu a liderança. A reversão do cenário em maio destaca a volatilidade do eleitorado brasileiro, influenciado por fatores como desempenho governamental, escândalos políticos e estratégias de campanha. A proximidade dos índices reflete, ainda, a fragmentação do cenário político, onde a polarização entre PT e PL não se traduz necessariamente em uma maioria consolidada para nenhum dos lados.
Implicações para o 1º turno e projeções futuras
No contexto do primeiro turno, a Quaest não divulgou projeções específicas para outros candidatos, mas o cenário atual sugere que a disputa tende a se concentrar em torno de Lula, Flávio Bolsonaro e possíveis nomes de terceira via. A alta rejeição aos dois principais candidatos pode abrir espaço para candidatos menos polarizantes, que ainda não foram testados em cenários eleitorais. No entanto, a falta de um candidato com apelo transversal dificulta a formação de uma coalizão estável. Para analistas políticos, a dinâmica atual reforça a necessidade de estratégias de campanha centradas em temas como economia, segurança pública e reformas estruturais, em detrimento de discursos radicais.
Comparação com outras pesquisas e confiabilidade dos dados
A confiabilidade da pesquisa Quaest é reforçada por seu registro no TSE e pela transparência metodológica, características essenciais para a credibilidade de levantamentos eleitorais no Brasil. O Poder360, por meio de seu Agregador de Pesquisas, oferece uma ferramenta para acompanhar a evolução dos dados de intenção de voto ao longo do tempo, permitindo uma análise mais robusta do cenário político. A comparação com outras pesquisas publicadas desde 2000 — todas com registro na Justiça Eleitoral — é fundamental para evitar distorções e garantir a lisura do processo eleitoral.
Perspectivas e desafios para os candidatos
Para Lula, a alta rejeição pode representar um obstáculo significativo, especialmente em um contexto de desgaste governamental e crises econômicas. Por outro lado, Flávio Bolsonaro enfrenta o desafio de consolidar uma base eleitoral sem o legado de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, cuja popularidade também enfrenta altos índices de rejeição. Ambos os candidatos precisarão reverter a percepção negativa junto ao eleitorado, seja por meio de alianças estratégicas, propostas concretas ou mudanças de discurso. A corrida presidencial de 2026 promete ser uma das mais acirradas da história recente, com desdobramentos imprevisíveis até o dia da votação.




