Nova regra abre mercado para bancos privados no Desenrola Adimplentes
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nesta sexta-feira (7), mudanças no programa Desenrola Adimplentes que eliminam barreiras para a participação de instituições financeiras privadas. A partir de agora, qualquer banco habilitado poderá combinar capital próprio com recursos subsidiados pela União — limitados a R$ 3 bilhões — para financiar a repactuação de dívidas de consumidores adimplentes, mas em situação de risco.
Fim da concentração histórica no BB e na Caixa
Antes, apenas o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal podiam usar recursos próprios nas operações, inclusive aquelas intermediadas por outras instituições. A nova sistemática desobriga os dois bancos de atuar como principais financiadores em todos os casos, distribuindo a carga financeira entre os participantes do mercado.
A medida busca ampliar a adesão ao programa, que tem início previsto para a próxima segunda-feira (10) e é voltado a pessoas com contas em dia, mas com risco de inadimplência.
Impacto esperado na oferta de crédito
Com a flexibilização, o governo espera aumentar a concorrência entre os bancos, o que pode resultar em taxas de juros mais atrativas e condições mais favoráveis para os tomadores. A iniciativa faz parte de um pacote de estímulos ao crédito, lançado às vésperas do pleito eleitoral.




