Autoridades destacam importância da implementação rápida e da reabertura do Estreito de Ormuz
Reações globais ao anúncio
O acordo firmado neste domingo (14) entre Estados Unidos e Irã foi recebido com elogios por diversas lideranças internacionais. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, declarou em sua conta no X: “Congratulo calorosamente os EUA e o Irã por terem alcançado um acordo de paz que prevê um cessar-fogo imediato e permanente, a reabertura do Estreito de Ormuz, bem como uma estrutura para novas negociações. Isso representa um passo crucial rumo à solução pacífica do conflito”.
Macron pede implementação imediata
O presidente da França, Emmanuel Macron, reforçou a necessidade de aplicação prática do tratado. Ele afirmou que apela “à implementação rápida e completa do acordo por todos os beligerantes”. Macron destacou ainda: “Este acordo deve permitir a reabertura urgente e incondicional do Estreito de Ormuz, que a missão internacional estabelecida [pela França] com o Reino Unido está pronta para acompanhar”.
Em nova manifestação, acrescentou: “Este acordo abre também o caminho para uma negociação global em prol da paz e da segurança de todos no Oriente Médio. Esta deverá permitir responder às preocupações relacionadas aos programas nuclear e balístico do Irã, bem como à sua política de desestabilização regional”.
Reino Unido reforça apoio
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, também se pronunciou. Para ele, o tratado “é um passo muito importante rumo ao fim da guerra, à garantia de estabilidade para a região [do Oriente Médio] e para a reabertura do Estreito de Ormuz”. Starmer destacou ainda que “elementos detalhados do acordo nuclear sejam finalizados” e completou: “Nós estamos prontos para apoiar as conversas técnicas que vão começar agora”.
Comunicado conjunto europeu
Em nota oficial, França, Reino Unido, Alemanha e Itália ressaltaram: “Este é um momento de oportunidade para restabelecer a estabilidade regional e estabilizar a economia mundial”. O documento enfatizou que “a reabertura urgente do Estreito de Ormuz, com liberdade de navegação incondicional e sem restrições, é indispensável. Comprometemo-nos a desempenhar nosso papel para que isso aconteça – em conformidade com nossas respectivas exigências constitucionais – inclusive por meio de uma missão estritamente defensiva e independente destinada a tranquilizar o tráfego comercial e a conduzir operações de retirada de minas”.
Questão nuclear
O comunicado conjunto também reforçou: “O Irã nunca deve ter uma arma nuclear”. Os governos afirmaram estar prontos para cooperar com os Estados Unidos, o Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) nesse objetivo. “Estamos dispostos a suspender as sanções relevantes em resposta a medidas claras e verificáveis por parte do Irã relacionadas ao seu programa nuclear”, acrescentaram.
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