O Zoológico de São Paulo abriu ao público, nesta quinta-feira, 30 de julho de 2026, os recintos que abrigam três novos filhotes de lobo-guará (Chrysocyon brachyurus). Os animais, nascidos em 26 de maio, foram transferidos da área técnica de cuidados intensivos — onde permaneceram sob monitoramento de biólogos e veterinários — para o espaço de visitação, permitindo que os visitantes observem de perto os primeiros meses de desenvolvimento do maior canídeo da América do Sul.
Programa de reprodução assistida garante diversidade genética em cativeiro
A ninhada é resultado do cruzamento entre a fêmea Pitanga e o macho Caju, casal que já havia gerado dois filhotes bem-sucedidos em maio de 2025. A reprodução sob cuidados humanos é uma das principais ferramentas adotadas pelo zoológico para manter a variabilidade genética da espécie, classificada como vulnerável à extinção pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). No Brasil, o lobo-guará habita exclusivamente o bioma Cerrado, onde enfrenta pressões como perda de habitat e atropelamentos.
Espécie única e emblemática: entre lobos, raposas e a savana brasileira
O lobo-guará não pertence à linhagem de lobos nem de raposas, mas a uma família evolutiva distinta, adaptada ao ambiente do Cerrado. Sua aparência — com pernas longas e pelagem avermelhada — reflete especializações para a caça em ambientes abertos. Além de símbolo da biodiversidade brasileira, a espécie desempenha papel ecológico na dispersão de sementes, contribuindo para a regeneração das áreas onde vive.




