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Move Brasil: 7 estratégias para driblar a recusa bancária no financiamento de veículos

Redação
19 de junho de 2026 às 10:07
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Move Brasil: 7 estratégias para driblar a recusa bancária no financiamento de veículos

© Rovena Rosa/Agência Brasil

Profissionais que atuam como motoristas de aplicativo e taxistas, cujo cadastro foi aprovado, podem dirigir-se à concessionária do veículo selecionado para dar início ao processo de análise de crédito

 

O governo federal colocou em vigor, nesta sexta-feira (19), o programa Move Brasil, que destina R$ 30 bilhões para financiar a compra de veículos zero-quilômetro por taxistas e motoristas de aplicativo com taxas de juros reduzidas. O subsídio do BNDES cobre parte dos custos, mas a liberação do crédito depende de aprovação em duas etapas distintas: a análise de elegibilidade governamental e a concessão do empréstimo pela instituição financeira.

Análise bancária: o gargalo que derruba 70% das propostas

Apesar do apelo popular do programa — que promete juros abaixo de 6% ao ano em alguns casos —, especialistas consultados são categóricos: a maioria das recusas ocorrerá na etapa de crédito bancário. Segundo Ricardo Hiraki, consultor financeiro da Plano Fintech, o risco da operação permanece com as instituições financeiras, que aplicam seus próprios critérios de análise.

“O programa reduz o custo do dinheiro via BNDES, mas o banco continua responsável pelo risco de inadimplência. Por isso, critérios como score de crédito, histórico de pagamentos e capacidade de endividamento são determinantes”, explica Hiraki. André Bobek, CEO da Mhydas Planejamento Financeiro, complementa: “A aprovação governamental não é suficiente. O motorista ainda precisa comprovar condições financeiras para honrar o empréstimo”.

7 dicas para evitar a recusa bancária no Move Brasil

Diante desse cenário, especialistas elencaram estratégias para aumentar as chances de aprovação. Confira:

1. Regularize seu CPF e score de crédito
Antes de iniciar o processo, verifique se seu CPF está negativado ou com restrições. Plataformas como Serasa e SPC permitem consultas gratuitas. Um score acima de 700 pontos (na escala do Serasa) já é um bom indicador.

2. Organize comprovantes de renda estáveis
Os bancos exigirão recibos de pagamento ou declaração de autônomo. Para motoristas de aplicativo, extratos de plataformas como Uber ou 99 podem ser aceitos, desde que apresentem histórico de pelo menos 6 meses.

3. Evite múltiplas consultas de crédito em curto prazo
Cada solicitação de score gera uma consulta ao CPF, o que pode reduzir temporariamente sua pontuação. Espere pelo menos 30 dias entre uma consulta e outra.

4. Apresente garantias adicionais, se possível
Empréstimos com garantia (como imóveis ou veículos já quitados) aumentam a segurança do banco e podem reduzir as taxas de juros. Mesmo oferecendo 20% do valor como entrada, a aprovação tende a ser mais fácil.

5. Negocie com mais de uma instituição financeira
Cada banco tem critérios diferentes. Antes de aceitar a primeira oferta, compare taxas, prazos e exigências entre pelo menos três instituições credenciadas ao programa.

6. Prepare-se para a simulação de endividamento
Os bancos calcularão sua capacidade de pagamento com base no valor da parcela em relação à sua renda mensal. A regra geral é que a prestação não ultrapasse 30% do seu faturamento líquido.

7. Evite solicitar o crédito em períodos de alta inflação
Em junho de 2026, com a inflação projetada em 4,5% ao ano (segundo Focus), os bancos tendem a ser mais conservadores. Aguardar um mês para reavaliar a saúde financeira pode ser uma estratégia válida.

O que fazer se a proposta for recusada?

Caso o banco negue o crédito, os especialistas recomendam três ações imediatas:

  • Solicite o motivo da recusa por escrito: a instituição é obrigada a informar o motivo principal (ex.: score baixo, renda insuficiente ou falta de garantias).
  • Trabalhe na correção do problema: se a recusa foi por score, regularize dívidas; se por renda, aumente sua carga horária ou busque um co-devedor.
  • Reaplique após 30 dias: com as correções feitas, refaça a simulação. Bancos como Bradesco e Itaú já relataram aumento de 20% nas aprovações em segundo momento.

Consequências da recusa: impactos além do financiamento

Uma recusa no Move Brasil não apenas impede a compra do veículo, como pode afetar diretamente o faturamento do motorista. Segundo dados da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), 62% dos motoristas de aplicativo que dependem de veículos próprios relatam queda de até 40% na renda mensal após a recusa em financiamentos similares. “Para muitos, o programa é a única porta de entrada para um carro novo. A recusa pode significar meses de espera por uma nova oportunidade”, alerta Bobek.

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