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Neto percorre 670 km, executa avô e é preso com ouro roubado no Paraná

Jeverson
27 de março de 2026 às 12:46
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Neto percorre 670 km, executa avô e é preso com ouro roubado no Paraná
Divulgação / Imagem Automática

Crime planejado mobilizou forças de segurança e terminou com a prisão de dois jovens horas após o assassinato em Ubiratã

Execução dentro do próprio estabelecimento

Um homicídio de elevada gravidade e forte impacto social foi registrado no oeste do Paraná, culminando na prisão de dois jovens suspeitos de latrocínio — roubo seguido de morte. Entre os detidos está um rapaz de 18 anos apontado como autor do assassinato do próprio avô, de 66 anos.

A vítima, identificada como Alceu Slivinski, foi morta a tiros dentro do bar que administrava, em Ubiratã. O crime ocorreu enquanto o estabelecimento estava aberto, embora sem a presença de clientes. Segundo as investigações, os suspeitos invadiram o local e efetuaram os disparos.

Prisão rápida e apreensão de provas

A resposta policial foi imediata. A dupla foi localizada e presa poucas horas após o crime, na BR-277, em Cascavel. Com os suspeitos, os agentes apreenderam aproximadamente 184 gramas de ouro, além da arma de fogo utilizada no homicídio. As joias, conforme apurado, pertenciam à vítima.

Imagens e tentativa de ocultação de identidade

Registros de câmeras de segurança foram determinantes para a elucidação do caso. As imagens mostram o neto com o rosto parcialmente coberto, o que, de acordo com a Polícia Civil, evidencia uma tentativa deliberada de evitar reconhecimento, inclusive pela própria vítima.

Confissão e deslocamento interestadual

Durante o interrogatório, o jovem confessou participação no crime e relatou que partiu de Joinville, em Santa Catarina, acompanhado de um comparsa, com o objetivo de cometer o assalto. O deslocamento até Ubiratã percorreu cerca de 670 quilômetros, indicando premeditação.

Segundo a Polícia Militar, o plano consistia na subtração de joias — como correntes, pulseiras e anéis — para posterior revenda. O segundo envolvido teria recebido R$ 4 mil como pagamento pela participação na ação criminosa.

Enquadramento jurídico

Os dois suspeitos deverão responder por latrocínio, tipificação penal que abrange o roubo seguido de morte, considerado um dos crimes mais graves previstos na legislação brasileira.

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