Administração dos EUA reitera defesa da democracia brasileira enquanto detalha ações diplomáticas e de combate ao crime organizado
Em documento assinado pela secretária assistente do Escritório de Assuntos Legislativos, Katherine Bowles, o Departamento de Estado dos Estados Unidos formalizou seu apoio à integridade das eleições brasileiras de outubro de 2026. A manifestação respondeu aos questionamentos apresentados pela deputada democrata Delia Ramirez ao secretário de Estado, Marco Rubio, reforçando que a política externa norte-americana buscará manter diálogo com os governantes eleitos e representantes da sociedade civil. A diplomacia de Washington destacou o compromisso contínuo com a soberania do pleito no país.
“Os Estados Unidos apoiam o direito do povo brasileiro a um processo eleitoral livre e justo”, afirma o governo americano na resposta.
Relações bilaterais e cooperação institucional
A diplomacia norte-americana enfatizou o interesse em dar continuidade à cooperação estratégica com o Brasil nas áreas de comércio, segurança e economia, ressaltando o acompanhamento multilateral do funcionamento das instituições democráticas do continente.
“O Departamento mantém um diálogo regular com governos e a sociedade civil em todo o Hemisfério Ocidental sobre governança democrática, independência judicial e integridade eleitoral, inclusive por meio de canais multilaterais estabelecidos, como a Organização dos Estados Americanos (OEA), e diálogo diplomático bilateral”, diz o documento.
Sanções a magistrado do Supremo Tribunal Federal
No tocante às sanções aplicadas contra o ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky, o governo Trump argumentou a existência de violações de garantias fundamentais decorrentes de decisões judiciais, detenções preventivas e restrições impostas a redes sociais operadas por empresas norte-americanas.
O documento atribui a Moraes “graves violações de direitos humanos, incluindo detenções arbitrárias com flagrante desrespeito às garantias de um julgamento justo e violações da liberdade de expressão”.
Argumentos da Casa Branca sobre conduta judicial
As justificativas apresentadas pelo Departamento de Estado assinalam que o magistrado agiu com motivação política ao determinar o bloqueio de contas e emitir ordens sigilosas contra críticos nas plataformas digitais.
A Casa Branca alega que o ministro “abusou de seu cargo ao autorizar detenções preventivas injustas e ao minar a liberdade de expressão” e “se envolveu em uma ação direcionada e motivada politicamente, destinada a silenciar críticos políticos por meio da emissão de ordens secretas que obrigavam plataformas online, incluindo empresas de mídia social dos EUA, a banir as contas de indivíduos por publicarem conteúdo protegido pela liberdade de expressão”.
Enquadramento de facções criminosas brasileiras
A correspondência abordou também a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, citando os riscos das redes transnacionais mantidas pelas facções para a estabilidade do continente.
A decisão “refletiu a avaliação do Departamento de que ambas as organizações são highly violentas, contam com milhares de membros, são responsáveis por ataques contra forças de segurança, autoridades e civis brasileiros e mantêm redes criminosas que se estendem até os Estados Unidos”, diz o documento.
Diretrizes para a segurança regional
O governo norte-americano enfatizou que as medidas de combate ao crime organizado fazem parte de uma estratégia mais ampla voltada à segurança nacional e ao desmantelamento de cartéis na América Latina.
O Departamento de Estado ressaltou a “gravidade da ameaça que essas organizações representam para a segurança dos EUA e da região”, reafirmando a prioridade de “desarticular cartéis e organizações criminosas em nossa região e garantir a segurança do povo norte-americano”.




