Trecho final entre os terminais Praça A e Padre Pelágio reduz o tempo de viagem em até 20 minutos
Implementação tecnológica e otimização dos tempos de deslocamento
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, oficializou na manhã desta sexta-feira (21/8) a entrega dos 5 quilômetros derradeiros do projeto de metronização do BRT Leste-Oeste, abrangendo o segmento compreendido entre o Terminal Praça A e o Terminal Padre Pelágio. Com a conclusão desta etapa, a capital goiana alcança a marca de 18 quilômetros de faixas exclusivas dotadas dessa tecnologia, sistema que integra vias reservadas, algoritmos de inteligência artificial, sincronismo de sinalização semafórica e monitoramento comunicativo instantâneo para otimizar o fluxo do transporte coletivo.
O segmento entregue conta com 22 semáforos integrados à tecnologia e fontes de alimentação ininterrupta (nobreaks) instaladas em todas as intersecções. A aplicação do sistema ao longo dos 14 quilômetros de extensão do BRT Leste-Oeste — que liga o Terminal Novo Mundo ao Terminal Padre Pelágio — proporcionou um decréscimo de 15 a 20 minutos no tempo total de viagem. Anteriormente à intervenção, os veículos de passageiros efetuavam entre oito e dez retenções semafóricas no trecho; com as mudanças, a estimativa situa-se em duas paradas.
O chefe do Executivo municipal, Sandro Mabel, ressaltou a relação custo-benefício da medida para a mobilidade urbana. “Agora, sim, compensa ter o BRT. Antes, havia toda essa estrutura dentro da cidade, mas os ônibus ficavam parando em todos os semáforos. Os ônibus hoje andam tão rápido quanto um metrô, que custa para se fazer R$ 110 milhões por quilômetro. Nós vamos metronizar 240 quilômetros em Goiânia, exatamente pelo preço de um quilômetro de metrô”.
A análise operacional indica que, antes do processo de adaptação tecnológica, a frota retinha-se em 52% dos cruzamentos, ao passo que atualmente obtém abertura de sinal verde em 90% das passagens. O volume de paralisações por semáforos caiu de mais de 30 para uma média de 7 paradas, enquanto a velocidade média dos veículos elevou-se de 16 km/h para patamares superiores a 21 km/h. O mecanismo opera por meio de dispositivos sensores instalados nos ônibus e ao longo da via, os quais transmitem dados a um centro de gestão encarregado de reconfigurar o tempo dos semáforos para dar prioridade de trânsito aos coletivos.
Expansão do sistema, reestruturação da rede e premiações internacionais
Diante da conclusão do BRT Leste-Oeste, o planejamento municipal concentra-se na expansão da infraestrutura para a totalidade do BRT Norte-Sul. “Já temos um trecho pronto, do Terminal Isidória até a Praça Cívica, e vamos fazer até o Terminal Recanto do Bosque. Todo equipamento já está sendo instalado e faremos a entrega dentro de 60 dias,” revelou o prefeito Sandro Mabel.
A gestão aposta na agilidade do sistema para incentivar a migração modal na capital. “Quando as pessoas que têm seus carros começarem a ver que um ônibus desses, com ar-condicionado e wi-fi, anda 15 a 20 minutos mais rápido, essas pessoas não vão mais querer ir trabalhar de carro. A população vai enxergar a vantagem de andar no ônibus metronizado.”
Os reflexos operacionais foram igualmente destacados pelo titular da Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito, Tarcísio Abreu. “A metronização impacta diretamente na qualidade de vida de quem usa o transporte coletivo. O que a população cobra do poder público é exatamente o menor tempo de espera e a maior qualidade da viagem. Com muita responsabilidade, hoje concluímos essa etapa em nossa meta de entregar o melhor transporte público do Brasil,” afirma o secretário.
O modelo adotado em Goiânia recebeu reconhecimento técnico por meio do Prêmio Plínio Assmann de Boas Práticas, concedido pela Associação Nacional de Transportes Públicos em São Paulo. A capital também obteve a primeira colocação no UITP Awards 2026, premiação internacional do setor que avaliou cerca de 300 projetos globais, classificando o Brasil à frente das propostas finalistas da Austrália e do México.
A intervenção insere-se no âmbito do Programa Nova Mobilidade, voltado à reestruturação do tráfego urbano e à garantia de fluidez no trânsito. O plano contempla a modernização de estações e pontos de embarque, a eliminação de gargalos Viários — a exemplo das intervenções na Praça Ciro Lisita e na construção de marginais no viaduto da Leste-Oeste —, além da reorganização do tráfego por meio de binários, como o implantado entre as avenidas T-10 e T-55.





