ClickNews
  • HOME
  • GERAL
  • CIDADES
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • JUSTIÇA
  • BRASIL
  • MUNDO
  • ESPORTE
  • ARTIGOS
  • POLÍCIA
  • SAÚDE
Home
Economia

Tarifas de Trump elevam pressão sobre exportações brasileiras e atingem até 42% das vendas externas de alguns estados

João
1 de agosto de 2026 às 10:02
Compartilhar:
Tarifas de Trump elevam pressão sobre exportações brasileiras e atingem até 42% das vendas externas de alguns estados

© Getty Images

Estados como Ceará, Espírito Santo e Santa Catarina estão entre os mais prejudicados

Impacto regional das sobretaxas

O levantamento realizado a partir de dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) revela que Ceará, Espírito Santo e Santa Catarina figuram entre os estados mais afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. A medida, anunciada em 23 de julho, acrescentou uma cobrança de 12,5% sobre produtos brasileiros, somando-se em muitos casos aos 25% já aplicados pela seção 301, que investiga práticas comerciais consideradas desleais.

Ceará: dependência elevada do mercado americano

O Ceará desponta como um dos casos mais críticos. O estado direciona 46% de suas exportações aos EUA, e 91,3% desse comércio está sujeito às sobretaxas, o que representa 42% de todas as vendas externas. “O Ceará foi muito afetado desde o início das tarifas porque grande parte da sua pauta de exportação é da indústria siderúrgica, tarifada pela seção 232. Além disso, a pauta exportadora é muito concentrada nos EUA”, afirma João Mário de França, pesquisador do FGV Ibre.

Entre os principais produtos atingidos estão semimanufaturados de aço, mel, granito e calçados de borracha. Apesar disso, o grau de abertura da economia cearense é de apenas 9,8%, segundo estudo da Fipe. Ainda assim, o impacto é significativo devido à complexidade da cadeia siderúrgica. “Como a siderurgia mobiliza energia, logística, insumos, serviços especializados e emprego ao longo da cadeia, um choque sobre as exportações de aço dificilmente fica restrito ao valor vendido ao exterior. Ele pode se propagar para fornecedores, trabalhadores e atividades ligadas à operação industrial e portuária”, observa Cavalcante, pesquisador da Fipe.

Espírito Santo: economia altamente aberta

O Espírito Santo apresenta o maior grau de abertura comercial do país, com exportações e importações equivalendo a 62,7% do PIB estadual. Nesse cenário, 68,6% das vendas aos EUA são afetadas, representando 18,5% das exportações totais. “A abertura comercial do Espírito Santo é praticamente o dobro da média brasileira, e há produtos com muito peso na pauta exportadora. As tarifas afetam em cheio a nossa economia”, declara Antônio Ricardo Freislebem da Rocha, diretor do Instituto Jones dos Santos Neves.

Os principais itens atingidos são semimanufaturados de ferro ou aço, pedras de cantaria e pastas químicas de madeira. Rocha, contudo, ressalta: “Mas o impacto das tarifas não é sinônimo de fechamento do mercado. Pode haver diversificação para outros países ou os americanos podem se manter como compradores, já que para certos produtos somos os únicos fornecedores.”

Santa Catarina: exportações diversificadas, mas atingidas

Santa Catarina aparece em terceiro lugar entre os estados mais prejudicados. O estado destina 12,1% de suas exportações aos EUA, das quais 80,7% estão tarifadas, impactando 9,7% das vendas totais. Entre os produtos afetados estão madeira e componentes para veículos automotores. O grau de abertura da economia catarinense é de 45,3%.

Outros estados e desigualdade regional

Alagoas registra 98,4% de seu comércio com os EUA afetado, principalmente pelo açúcar de cana. Já São Paulo, maior exportador nacional, tem 41,5% das vendas aos americanos tarifadas, mas apenas 7,7% do total de exportações impactadas, graças à isenção de produtos da indústria aeronáutica e do suco de laranja. No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso estão entre os menos atingidos, beneficiados pela isenção das exportações de carne. “Fala-se muito nas perdas do Brasil, mas olhando de forma regional, vê-se diferenças expressivas. Há regiões que sofreram menos, como o Centro-Oeste, e outras mais afetadas, como o Nordeste”, afirma França.

Necessidade de diversificação

Para especialistas, o impacto desigual reforça a urgência de diversificar a pauta exportadora e ampliar os destinos comerciais. A análise classificou como “taxados” os itens sujeitos a pelo menos uma das alíquotas (25% ou 12,5%), utilizando a classificação do Sistema Harmonizado de seis dígitos, padrão internacional da Organização Mundial das Alfândegas.

 

ClickNews

O portal de notícias mais completo de Goiás. Informação de qualidade com credibilidade, 24 horas por dia.

Navegue no Site

  • Geral
  • Cidades
  • Economia
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Mundo
  • Esporte
  • Artigos
  • Polícia
  • Saúde

Institucional

  • Sobre Nós
  • Equipe
  • Fale Conosco
  • Privacidade
  • Termos de Uso

Fale Conosco

  • E-mailcontato@clicknews.net.br
  • Telefone(62) 3212-3434
© 2026 ClickNews V3.0 - Desenvolvido e editado por Agência Hoover.
TermosPrivacidade

Continue Lendo

Cinco hábitos com o celular que ameaçam relacionamentos, segundo especialistas

Cinco hábitos com o celular que ameaçam relacionamentos, segundo especialistas

Cabelo transplantado pode cair? Entenda o que é normal no pós-operatório

Cabelo transplantado pode cair? Entenda o que é normal no pós-operatório

Documentos comprovam que petroleiras ocultaram riscos do metano há 50 anos

Documentos comprovam que petroleiras ocultaram riscos do metano há 50 anos

Anterior
0

Aparecida apreende veículos em operação contra manobras perigosas na região leste

Próxima
0

Câncer precoce após uso de vapes expõe risco entre jovens

Publicidade[ BANNER VERTICAL ]
(300x600)