A administração de Donald Trump protocolou, nesta sexta-feira, 14 de agosto de 2026, recurso na Suprema Corte dos Estados Unidos para derrubar decisão judicial que paralisou a reforma de um salão de baile avaliado em US$ 400 milhões (R$ 2 bilhões) na Casa Branca. A medida busca reverter liminar concedida pelo Tribunal de Apelações do Circuito do Distrito de Columbia, que manteve a suspensão das obras por 2 votos a 1, sob o argumento de que alterações estruturais de grande porte na residência presidencial exigem autorização prévia do Congresso.
Autoridade executiva versus prerrogativas legislativas
Os magistrados da corte federal consideraram que cada presidente atua como “inquilino temporário” do Palácio da Casa Branca, não proprietário, o que justificaria a necessidade de aval legislativa para reformas de magnitude semelhante. A decisão, entretanto, ignora os danos já causados pela paralisação parcial do projeto — segundo a Casa Branca, 65% das obras já estariam concluídas até o momento da suspensão.
O governo Trump argumenta que a interrupção dos serviços expõe a estrutura a riscos como infiltrações e danos estéticos irreversíveis, além de onerar o erário com desperdícios. Em nota, a administração destacou que “deixar o empreendimento à mercê das intempéries representa não apenas prejuízo financeiro, mas também impacto na segurança e funcionalidade do prédio histórico”.
Segurança nacional como novo eixo de defesa
A Casa Branca ampliou recentemente os termos do debate, incorporando o argumento de que a reforma — projetada para abrigar eventos de alto nível — é fundamental à segurança nacional. Fontes próximas à gestão alegam que o salão atual não atende aos padrões modernos de proteção a autoridades, expondo vulnerabilidades em protocolos de emergência. “A obsolescência da estrutura existente coloca em risco a integridade física de líderes estrangeiros e de agentes de segurança”, afirmou um assessor não identificado.
O impasse jurídico ocorre em um contexto de crescente polarização entre os poderes nos EUA, com o Congresso controlado por maioria oposicionista ao mandatário. Analistas políticos avaliam que a decisão da Suprema Corte poderá redefinir os limites da autoridade presidencial em relação ao patrimônio federal, com potenciais desdobramentos para outras reformas em prédios governamentais.




